Na imagem vemos o Cacique Raoni, liderança Kayapó, com cocar de penas brancas e botoque no lábio. Ele observa pela janela de uma aeronave áreas de floresta degradada, por garimpo ilegal. A imagem é de Christian Braga.

Amazônia Livre de Garimpo:
a hora é essa!

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A fraude que alimenta o garimpo ilegal

91% da área garimpada do Brasil está na Amazônia. O garimpo não só destrói a floresta, como também se apoia em falhas na regulamentação da extração mineral no Brasil para continuar operando.

O relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude”, resultado de uma investigação do Greenpeace Brasil, mostra que as Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs), criadas para regulamentar a atividade garimpeira, vêm sendo usadas para dar aparência legal ao ouro extraído ilegalmente de Terras Indígenas e áreas protegidas da Amazônia.

Enquanto isso, rios são contaminados por mercúrio, florestas são destruídas e comunidades indígenas enfrentam violência, doenças e perda de seus territórios.

foto de sobrevoo de uma área devastada pelo garimpo ilegal
Mineração ilegal na Terra Indígena Kayapó, na Amazônia.

Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude


O novo relatório do Greenpeace Brasil revela como o ouro ilegal continua entrando no mercado formal por meio de fraudes envolvendo Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) – um documento originalmente criado para regulamentar o garimpo.

A investigação identificou dois tipos principais de fraude:

Garimpos fantasmas: São áreas que declaram toneladas de produção de ouro, mas imagens de satélite e sobrevoos mostram que a floresta está intacta, ou com pouca atividade garimpeira – o que é incompatível com o alto volume de extração de ouro declarado ali. É essa falsa declaração de origem que lava o ouro ilegal e coloca o metal no mercado legal.

Garimpos em escala industrial: São arranjos em que múltiplas permissões de garimpo concedidas em uma mesma área são exploradas de maneira conjunta. Isso permite escapar do licenciamento ambiental mais rigoroso e das regras específicas da mineração industrial – e também pode facilitar a lavagem de ouro extraído ilegalmente.

O resultado é um sistema que agrava a destruição ambiental, a contaminação dos rios e as violações de direitos na Amazônia!

A Amazônia está sendo devastada!

O garimpo que assola muitos povos indígenas na Amazônia – em especial nos territórios Yanomami, Munduruku, Kayapó e Sararé – envolve grandes redes profissionalizadas e com alto poder de investimento. Esses criminosos aproveitam as brechas da Lei para lucrar, às custas do meio ambiente, da saúde e da vida de milhares de pessoas. Essa realidade precisa mudar e ela começa por uma Amazônia Livre de Garimpo!

Apoie a petição, pressione as autoridades e nos ajude a alcançar 300 mil assinaturas!

foto de sobrevoo de uma área devastada pelo garimpo ilegal

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