O clima mudou, a conta chegou
Fechar as contas no fim do mês se tornou um desafio para milhões de pessoas brasileiras. Chuvas intensas, crise hídrica, secas e ondas de calor encarecem os alimentos, aumentam a conta de luz, dificultam a mobilidade e colocam moradias e serviços essenciais em risco. A crise climática já afeta a vida das pessoas hoje.
Não tem jeito, o clima tá no bolso. Em abril de 2026, o excesso de chuvas prejudicou as safras e elevou o preço do feijão e dos alimentos básicos em todas as 27 capitais do país. Em São Paulo, a cesta básica atingiu o valor de R$ 883,94. Para o trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621,00, a alimentação básica consome, em média, 48,12% de todo o seu rendimento líquido. São necessárias 109 horas de trabalho mensais exclusivamente para custear a alimentação. (Dados da Agência Pública)
A crise climática já faz parte do nosso dia a dia e está aumentando o custo de vida. Está na hora dos governos investirem em soluções que protejam quem mais precisa e preparem nossas cidades para os impactos das mudanças climáticas.


O que é Adaptação Climática?
A adaptação climática é um conjunto de medidas e ações que têm o objetivo de proteger as pessoas e os territórios antes que os desastres aconteçam.
Se o Poder Público investe em direitos básicos – como infraestrutura urbana, moradia digna, acesso à alimentação e serviços de saúde – a sociedade consegue se proteger e enfrentar os impactos das mudanças climáticas.
Investir em adaptação climática é uma das formas mais eficazes de reduzir os impactos com a chegada do Super El Niño. Há uma alta probabilidade de que esse fenômeno ocorra entre o fim de 2026 e o início de 2027, intensificando secas, enchentes e ondas de calor em diferentes regiões do Brasil. Isso reforça a urgência de implementar agora medidas de proteção, infraestrutura e apoio às populações mais vulnerabilizadas, antes que os desastres ocorram.
Políticas de adaptação climática precisam ser políticas de Estado, não só de governo.
Isso quer dizer que as ações para diminuir os impactos dos outros eventos extremos precisam ser contínuas, com planejamento de longo prazo e investimento constante, independente de quem esteja no poder.
Sem essa continuidade, a resposta chega tarde e não resolve o problema, atingindo principalmente quem já vive em territórios vulnerabilizados.


O que está acelerando as mudanças climáticas?
As mudanças climáticas são causadas principalmente pelas atividades humanas que aumentam a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera – como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento – e intensificam o aquecimento global.
Ondas de calor, secas extremas, ciclones, elevação do nível do mar, fortes chuvas e consequências como enchentes e deslizamentos. A lista de eventos climáticos extremos fica cada vez mais longa e eles acontecem com cada vez mais força e frequência.








