Início de ano geralmente é tempo de renovar as metas de ano novo. Se a sua neste ano é ler mais livros, temos 6 sugestões de leituras para um planeta melhor. Você lê mais e ainda aprende sobre meio ambiente, mudanças climáticas, cosmovisões indígenas e muito mais.

1. Emergência Climática – Matthew Shirts

Com linguagem acessível e direta, Emergência Climática é uma leitura essencial para quem quer entender, sem rodeios, o que está em jogo na crise climática. Escrito pelo jornalista e ativista Matthew Shirts em parceria com o Greenpeace Brasil, o livro explica as causas e consequências do aquecimento global, aborda o papel dos combustíveis fósseis e destaca a força do ativismo, especialmente o protagonismo de jovens ao redor do mundo.

Vencedor do Prêmio Jabuti, na categoria Ciência, o livro é um convite à reflexão e à ação: mostra que a emergência climática não é um problema distante e reforça que mudanças individuais e coletivas são urgentes para garantir um futuro possível. Uma ótima porta de entrada para quem quer começar o ano mais informado e mobilizado.

2. O Livro da Esperança – Jane Goodall e Douglas Abrams

Este livro oferece um vislumbre maravilhoso da vida e obra da primatóloga e figura global Jane Goodall, falecida em 2025. O colaborador do livro, o jornalista Douglas Abrams, torna a experiência de leitura ainda mais prazerosa ao compartilhar as conversas reflexivas entre eles, como a definição de esperança e como mantê-la viva em tempos difíceis.

Infelizmente, Jane faleceu este ano. Perdemos um ser humano incrível numa época em que precisamos de mais pessoas como ela, que inspirou milhões a se importarem com a natureza, alguém cuja sabedoria irradiava calor e compaixão. Embora ela não esteja mais entre nós, seu legado de espalhar esperança permanece.

3. A Queda do Céu – Davi Kopenawa

Escrito em colaboração entre o xamã yanomami Davi Kopenawa e o antropólogo Bruce Albert, A Queda do Céu é um relato forte e profundo que mistura memórias de vida, cosmologia indígena e uma crítica contundente ao impacto devastador da sociedade ocidental sobre o povo Yanomami e a floresta Amazônica.

O livro apresenta a visão de mundo yanomami, suas tradições espirituais e os efeitos trágicos do garimpo, da invasão de terras e da destruição ambiental, mostrando como essas forças ameaçam não apenas os povos indígenas, mas toda a vida que depende da floresta. A obra é um chamado urgente para reconhecer a importância dos saberes tradicionais e cuidar da Terra antes que “o céu caia”.

4. Floresta é o Nome do Mundo – Ursula K.Le Guin

Ursula Le Guin é uma autora de ficção científica, pioneira em trazer temas como questões de gênero, sistemas políticos e alteridade para suas distopias. Neste livro, ela trata de colonização de uma forma inovadora, mostrando que, para preservar nossas florestas, precisamos entender que somos parte delas e é isso que nos torna humanos.

Único livro de ficção da nossa lista, ele fala de forma emocionante sobre violência, respeito e sensibilidade. Vale a leitura!

5. Ideias para adiar o fim do mundo – Ailton Krenak 

Neste livro curto e provocador, o líder indígena Ailton Krenak convida o leitor a repensar a forma como a humanidade enxerga a si mesma e sua relação com a natureza. Ele critica o modelo ocidental de desenvolvimento baseado no consumo desenfreado e na separação entre “humanidade” e “meio ambiente”, propondo uma visão integrada em que somos parte da Terra e não algo separado dela.

Krenak utiliza reflexões filosóficas, histórias e diálogos para mostrar que, se continuarmos a ignorar a sabedoria ancestral e os limites do planeta, estaremos acelerando o próprio fim do mundo.

6. Ninguém é pequeno demais para fazer a diferença – Jeanette Winter

Escrito e ilustrado pela artista norte-americana Jeanette Winter, este livro apresenta aos pequenos leitores a vida e luta de Greta Thunberg, uma criança como qualquer outra – mas que resolveu ser ouvida e fazer a diferença para mudar o mundo.

Aos 15 anos, Greta soube pela primeira vez sobre as mudanças climáticas e entendeu que, se não agirmos rápido para reverter essa situação, logo será tarde demais. Sozinha, ela deu início a um movimento que se espalhou pelo mundo, liderado por crianças e jovens como ela. 

E aí? Gostou das nossas sugestões? Compartilhe com aquela pessoa que disse que esse ano volta a ler sem falta!

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