Obra de Matthew Shirts em parceria com o Greenpeace Brasil alerta para o papel de cada pessoa na luta pelo meio ambiente

A cerimônia do Prêmio Jabuti aconteceu em São Paulo (SP) na última terça-feira (5)
© Maria Comuniqueira

“Hoje está provado que, para salvar vidas, preservar ecossistemas e manter um sistema climático parecido com os que conhecemos dos séculos passados, é preciso começar já.” O chamado para a ação está no livro Emergência Climática: o aquecimento global, o ativismo jovem e a luta por um mundo melhor, do jornalista e ativista Matthew Shirts, em parceria com o Greenpeace Brasil, vencedor da 65ª edição do Prêmio Jabuti na categoria ‘Ciência’ do eixo Não Ficção.

Em pouco mais de 100 páginas, o autor trata, de forma descomplicada, um problema que afeta a todos: as mudanças no clima e o aquecimento global. Mais do que isso, Matthew Shirts provoca o leitor a se perguntar: o que eu tenho a ver com isso?

Além do histórico acerca dos estudos científicos sobre os impactos dos combustíveis fósseis no meio ambiente, o livro propõe uma reflexão do papel de cada pessoa nos principais desafios da atualidade no que diz respeito às mudanças climáticas, como o combate ao desmatamento, a preservação da floresta e de seus povos e, claro, limitar a meta de aumento da temperatura do planeta em 1,5ºC. 

Segundo a diretora executiva do Greenpeace Brasil e autora do prefácio do livro, Carolina Pasquali, a obra tem o potencial de conscientizar a população sobre o que de fato está acontecendo, e, assim, despertar mudanças individuais que poderão retardar ou, quem sabe, frear, o aquecimento global. Ainda, ela ressalta o valor do ativismo, principalmente neste momento em que o Brasil e o mundo estão diante de eventos extremos, com a maior temperatura da Terra na série histórica, enchentes sem precedentes no Sul do país e uma seca alarmante em plena Amazônia. 

A discussão, segundo Carolina Pasquali, deve engajar cada vez mais as comunidades para que pressionem por políticas públicas efetivas e compromissos reais e tangíveis pela transição energética justa, uma vez que as pessoas mais afetadas pelas mudanças do clima são aquelas em situação de vulnerabilidade.  

“Este livro abre portas para um assunto que é tão urgente e necessário, que afeta todas as pessoas, mas que ainda é desconhecido pela maioria. É uma reflexão sobre como as ações irresponsáveis de um passado não tão distante nos trouxeram para essa situação tão frágil do planeta, com propostas de ações e soluções para mudarmos a rota e o nosso futuro. É um convite ao conhecimento, à mobilização e à transição do modo de pensar, de viver e agir enquanto sociedade”. 

Parte do time de Fundraising do Greenpeace celebra o prêmio Jabuti junto ao autor do livro, Matthew Shirts (à esq.)
© Maria Comuniqueira

Prêmio Jabuti

Em sua 65ª edição, o Prêmio Jabuti é um dos mais tradicionais prêmios literários do país e destaca os feitos da indústria editorial e o alcance da cultura literária nacional.

Publicado pela Editora Claro Enigma, do grupo Companhia das Letras, o livro “Emergência Climática: o aquecimento global, o ativismo jovem e a luta por um mundo melhor” foi escrito por Matthew Shirts em parceria com Greenpeace Brasil. Assim, parte do valor das vendas do livro é revertido em doações para o Greenpeace Brasil. 

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Em meio às negociações que estão acontecendo neste momento na COP28, em Dubai, torna-se ainda mais significativo o reconhecimento dado pelo Prêmio Jabuti.

“Foi uma honra receber o prêmio Jabuti, a maior premiação literária do país com o livro Emergência Climática, em meio a realização da COP28 e das discussões de como vamos enfrentar o maior desafio atual da humanidade. O livro leva de forma acessível conhecimento sobre este tema ainda desconhecido por boa parte das brasileiras e brasileiros”, destacou Vivian Fasca, diretora de Fundraising do Greenpeace Brasil.

O anúncio dos vencedores da principal premiação literária do Brasil foi feito na última terça-feira (5) em São Paulo. O evento, organizado pela Câmara Brasileira do Livro premiou obras em 21 categorias em disputa, divididas nos eixos “Literatura”, “Não Ficção”, “Produção Editorial” e “Inovação”. 

Os vencedores do Jabuti confraternizam durante a premiação
© Maria Comuniqueira

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