Nas celebrações de 1 ano, o Corre de Quebrada reuniu vozes de todo o Brasil para reafirmar que o direito de sonhar e a luta por justiça climática andam juntos

Aniversário de 1 ano do Corre de Quebrada na Batalha do Coliseu, no Rio de Janeiro.
Foto: Andrey Kovski / Greenpeace e Batalha do Coliseu

Entre as atividades que marcaram o aniversário de um ano do Corre de Quebrada, realizamos um Concurso Cultural em que o desafio era continuar a frase: “O meu sonho é que a minha quebrada…”.

Recebemos inscrições de todas as regiões do Brasil!

Conheça as frases ganhadoras que traduzem o desejo de justiça, dignidade, futuro e transformação das nossas periferias:

O meu sonho é que a minha quebrada...

CENTRO-OESTE: Cibele Pereira, Brasília (DF)

… entenda que ser margem nunca impediu um rio de mudar o caminho.

NORTE: Bruna Teodora Fonseca da Silva, Macapá (AP)

… seja vista com respeito e estruturada com dignidade: do asfalto à água tratada, do posto de saúde ao centro cultural, provando que periferia não precisa de esmola, precisa de investimento, estrutura e visão.

NORDESTE: Maria Eduarda de Albuquerque, Recife (PE)

… goze dos direitos básicos e essenciais, assim como os supérfluos igualmente necessários. Que a saúde da minha quebrada seja ambiental, sanitária, emocional e física, bem como seja assim a saúde dos que habitam a favela. Meu sonho é prosperidade. 

SUL: Julia Lima do Carmo, Florianópolis (SC)

…vivesse as quatro estações bem definidas que a geografia jurou nos dar por bioma, onde o chover na minha casa tenha o mesmo peso que tem na do deputado.

SUDESTE: Igor Bento de Paula Rosa, Juiz de Fora (MG)

…não seja lembrada pela enchente e pela água que invade, mas pela água que sustenta, não pelo calor que castiga, mas pelas árvores que cresceram. Que o futuro também tenha endereço, e seja o nosso.

As frases campeãs foram selecionadas conforme os critérios divulgados neste link.

Sonhar é uma forma de resistir. Entre a correria do dia a dia e o suor de quem não para, sonhar na quebrada é um ato de coragem. 

A cultura de rua nos ensina que sonho também é motor que faz a nossa voz ecoar e cobrar o que é nosso por direito. 

Como já dizia o educador Paulo Freire:

“Não é possível existir sem sonhar. Nós somos seres em busca de um amanhã que não está pronto à nossa espera, mas que é resultado da transformação do presente, iluminado pelo que já vivemos. Se somos incapazes de não pensar no amanhã, como tirar de nós a experiência do sonho? É o sonhar que nos possibilita acreditar que tudo pode ser diferente.“

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