
Santa Marta, Colômbia, 28 de abril – Governos de cerca de 56 países se reuniram hoje na sessão de abertura de alto nível da Primeira Conferência da Transição Para Longe dos Combustíveis Fósseis, em Santa Marta. O Greenpeace está com uma delegação de especialistas em energia e políticas climáticas acompanhando o evento.
Em resposta à fala da CEO da COP30, Ana Toni, a especialista em política climática do Greenpeace Brasil, Anna Cárcamo, afirma:
“A Presidência da COP30 fez um discurso comprometido com a transição para longe dos combustíveis fósseis, destacando que esta precisa ser justa, planejada e acelerada. A fala é acertada, mas ainda falta maior alinhamento no cenário doméstico. O Brasil já iniciou o seu processo de Mapa do Caminho, mas este precisa ser finalizado e precisa garantir a participação da sociedade civil. Para avançar com a transição de forma coerente, todos os países devem desenvolver seus próprios Mapas do Caminho com metas e prazos concretos e não deveriam abrir novas áreas de extração, especialmente em áreas de importância socioambiental como a Foz do Amazonas”.
Em resposta às várias declarações de ministros e outros representantes governamentais de alto nível sobre a ligação entre combustíveis fósseis e conflitos, Rodrigo Estrada, Consultor Sênior sobre Clima do Greenpeace Internacional, comenta:
“Os riscos de segurança associados à energia fóssil são inegáveis; a implementação gradual de energias renováveis significa estabilidade e um futuro viável em um mundo cada vez mais instável. Ouvimos isso com clareza esta manhã de representantes do Pacífico, da América Latina, da África e de outras regiões. Agora, nossos governos, principalmente os países desenvolvidos, precisam ir além das palavras e implementar ações para deixar para trás o carvão, o petróleo e o gás, para que todos possamos prosperar em um mundo mais justo e pacífico”.
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