Fortes chuvas deixaram rastro de destruição em diferentes regiões brasileiras nas últimas semanas

Itabuna, no sul da Bahia, foi um dos municípios mais afetados pelo alto volume de chuvas. Milhares estão desabrigados e desalojados (Foto: Isis Medeiros)

O ano mal começou e já estamos registrando eventos climáticos extremos em diferentes regiões do país. Enchentes, deslizamentos, ameaças de rompimento de barragens, desmoronamentos e dezenas de vidas perdidas estão entre as principais consequências das fortes chuvas que atingem os estados do Maranhão, Tocantins, Goiás, Piauí, Bahia e Minas Gerais.

Apesar de ter origem na ocorrência simultânea de fenômenos naturais, o volume das precipitações é potencializado pela crise climática.

Como vem alertando o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o aquecimento do planeta impulsiona e sobrepõe fenômenos climáticos, tornando eventos extremos como esses cada vez mais frequentes e intensos.

Mesmo com os avisos da ciência, presenciamos, mais uma vez, um grande descaso por parte dos governantes e gestores públicos que ainda não reconhecem a gravidade da emergência climática e não implementam efetivamente políticas de adaptação, mitigação e reparação dos danos às populações atingidas.

Somente o sul da Bahia e Minas Gerais, áreas mais afetadas nos últimos dias, somam milhares de pessoas desabrigadas e desalojadas. O estado mineiro chegou a declarar situação de emergência em 376 municípios.

:: Se você quiser entender melhor a relação entre eventos extremos e mudanças climáticas, clique aqui ::

Nós, do Greenpeace Brasil, acreditamos que conter a crise climática é defender todas as formas de vida e que, além de cobrar os órgãos competentes, toda ação de apoio às comunidades em situação de vulnerabilidade é bem-vinda e necessária.

Exatamente por isso, separamos algumas dicas para que você possa ajudar mesmo à distância:

Fortaleça a rede de solidariedade

Desde o fim do ano passado, diversas iniciativas foram criadas para prestar auxílio direto às populações afetadas. Órgãos oficiais como Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e prefeituras também estão mobilizados e recebendo ajuda.

É possível realizar tanto doações financeiras quanto de alimentos, produtos de higiene pessoal e/ou roupas. Conheça alguns desses grupos:

• Divulgue e compartilhe os pedidos de apoio!

Curta os conteúdos e compartilhe com seus contatos as iniciativas que estão dando suporte às comunidades locais e arrecadando doações. Explique a importância da ajuda coletiva neste momento de calamidade pública. Quanto mais pessoas mobilizadas, melhor!

• Pressione governadores e outros gestores públicos

A frequência dos eventos extremos é uma prova de que o Brasil precisa estar preparado para lidar com as consequências irreversíveis da crise climática e atuar para frear o aquecimento do planeta. Não podemos agir somente após a ocorrência de tragédias que a cada ano se repetem de forma ainda mais grave.

É urgente que os governos dos estados que padecem com as atuais catástrofes decretem estado de Emergência Climática e desenvolvam ações de enfrentamento a esse cenário.

Onde estão os planos de adaptação climática que previnam ou mitiguem tantos desastres? Cadê os orçamentos públicos reservados a reparação por perdas e danos aos impactados?

Questione e cobre os representantes do Poder Público. Seja nas redes sociais, em audiências ou espaços públicos. Reconhecer a emergência climática é salvar vidas!

• Siga e divulgue orientações oficiais

Em momentos de calamidade pública, prezar pela segurança coletiva é essencial. Se você está em alguma área afetada ou presenciar presenciar alguma situação alarmante durante fortes chuvas, contate as equipes locais da Defesa Civil ou do Corpo de Bombeiros.

Se possível, não permaneça em áreas de risco e auxilie as pessoas ao seu redor se estiver em segurança. Procure e divulgue informações de órgãos oficiais para ampliar o alcance de atualizações sobre a situação das estradas e outras orientações importantes como procurar abrigo em caso de precipitação intensa.