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Greenpeace se une a mais de 70 organizações e movimentos sociais em defesa da democracia e da vida. Junte-se à campanha

arco-íris na amazonia
Nosso direito de existir em uma sociedade multiétnica e multicultural, e nosso direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, valem qualquer esforço. © Todd Southgate / Greenpeace

Se você se interessa por assuntos ligados ao meio ambiente, mesmo que não seja profissional da área, provavelmente já leu ou ouviu falar do artigo 225 da Constituição Federal Brasileira de 1988: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. 

A Constituição Federal, chamada de Constituição Cidadã, selou o retorno da democracia no país e validou a importância da preservação ambiental e do respeito aos povos originários. Agora, passados poucos mais de 30 anos desde sua promulgação, assistimos a esse e outros direitos constitucionais serem desrespeitados, e nossa democracia, cada vez mais ameaçada.

Em resposta à grave situação que o Brasil enfrenta, mais de 70 organizações, entre movimentos sociais, entidades nacionais, organizações não-governamentais e centrais sindicais lançam, hoje (29/06), a campanha Brasil Pela Democracia, Brasil Pela Vida. O Greenpeace Brasil faz parte do manifesto, que denuncia o ataque permanente e inconcebível às instituições, à imprensa, ao Estado Democrático de Direito e aos direitos dos cidadãos e cidadãs garantidos na Constituição Federal.

As organizações se unem também em defesa da vida, ameaçada pela incompetência e insensibilidade do governo federal no combate à pandemia do novo coronavírus, agravando a já crítica situação sanitária e econômica da população, em especial dos mais vulneráveis, como povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, comunidades sem acesso à água e saneamento básico, pessoas em situação de rua e tantos outras que não têm a opção de ficar em isolamento social para se prevenir contra a Covid-19. 

Na carta de lançamento, as organizações afirmam que o Brasil “[d]eve se pautar pela legalidade, moralidade e eficiência na gestão pública e pelos objetivos fundamentais de construir uma sociedade livre, justa, sustentável e solidária, garantindo o desenvolvimento nacional, erradicando a pobreza e a marginalização, reduzindo as desigualdades sociais de gênero e regionais, promovendo o bem de todos e todas, sem violência e preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação”.

A campanha Brasil Pela Democracia, Brasil Pela Vida demanda diversas políticas e ações do Estado, como proteção aos empregos e garantia de renda às famílias dos trabalhadores e trabalhadoras; fortalecimento da agricultura familiar e camponesa para assegurar a segurança alimentar de toda a população; garantia de preservação do meio ambiente; valorização da educação, para a formação de cidadãos conscientes e atuantes, e da ciência, instrumento essencial para o desenvolvimento sustentável. 

“Estamos diante de um grande desafio, que é a luta por um mundo solidário e justo para todos, em que as pessoas e a natureza estão acima do lucro. Acreditamos que só a democracia pode assegurar essa construção e garantir nossos direitos e nossas vidas”, afirma Mariana Mota, Coordenadora de Políticas Públicas do Greenpeace. “Nesse momento do país, em meio ao desrespeito às pessoas e ao meio ambiente, continuaremos unidos e irredutíveis na defesa do futuro que queremos”.  

Não deveríamos estar salvando a Amazônia ao invés de falar em democracia?!

A democracia é condição indispensável para que possamos lutar pelas florestas e toda forma de vida. Sem ela, não há como proteger e promover a riqueza do meio ambiente, da cultura e da ciência, que são elos fundamentais da nossa existência e destino comuns. Sem democracia, o trabalho do Greenpeace e de tantas outras organizações que atuam em prol de um mundo mais digno e justo para todos os seres seria praticamente impossível. 

Temos testemunhado grandes retrocessos do atual governo na área ambiental, como a fragilização dos órgãos de preservação e proteção ambiental, com redução da autonomia de servidores e canetadas afrouxando regras de controle e fiscalização. Ou seja, as instituições estão sendo corroídas por dentro, e isso faz parte do ataque à democracia

Mas onde há retrocesso, há resistência. E nosso direito de existir em uma sociedade multiétnica e multicultural, e nosso direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, valem qualquer esforço. 

O que você pode fazer?

Junte-se a esta grande mobilização em defesa da democracia e da vida, que contará com diversas atividades ao longo das próximas semanas. Nos dias 4 e 5 de julho, por exemplo, acontecerá a Virada da Democracia, um evento coletivo virtual com palestras e manifestações culturais. E, no dia 19 de julho, está programada uma grande live

Compartilhe as hashtags #BrasilPelaDemocracia e #BrasilpelaVida e siga a campanha nas redes sociais:
Site: www.brasilpelademocracia.org.br
Facebook – https://www.facebook.com/brasilpelademocracia
Twitter – @bra_democracia
Instagram – @brasilpelademocracia_

Confira a lista completa de quem integra a campanha:
ABI – Associação Brasileira de Imprensa
ABJD – Associação Brasileira de Juristas pela Democracia
ABONG – Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais
Ação Educativa, Assessoria, Pesquisa e Informação
ANPG
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB
Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo
Associação de Juristas pela Democracia – AJURD
Associação Juízes para a Democracia – AJD
Bloco da Cultura
Brigadas Populares
Campanha Nacional pelo Direito à Educação
Casa Fluminense
Cenpec – Centro de estudos e pesquisas em educação, cultura e ação comunitária
Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Clube de Engenharia
Coalizão pelo Clima SP
Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns
Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito
Conectas Direitos Humanos
Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG)
Conic – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhadores
Força Sindical
Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Frente Brasil Popular
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito
Fundação Tide Setubal
GELEDES-Instituto da Mulher Negra
Greenpeace
IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil
IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa)
IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
Instituto Cidades Sustentáveis
Instituto de Estudos da Religião – ISER
Instituto de Estudos Socioeconômicos
Instituto dos Advogados Brasileiros IAB Nacional
Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
Instituto Igarapé
Instituto Socioambiental
Instituto Sou da Paz
Instituto Vladimir Herzog
Intersindical Central da Classe Trabalhadora
Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores Sem-Teto (MTST Brasil)
Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH Brasil
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST
OAB Nacional
Observatório do Clima
Oxfam Brasil
Plataforma dos movimentos sociais pela reforma do sistema político
Projeto Brasil Nação
Projeto Liberdade
Pública Central do Servidor
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC
Somos Democracia
Todos Pela Educação
Transparência Brasil
UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
UNE – União Nacional dos Estudantes
UNEAFRO BRASIL
União Geral dos Trabalhadores (UGT)
WWF-Brasil
CBJP – Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB
MNU – Movimento Negro Unificado
União de Negras e Negros pela Igualdade (UNEGRO)
Associação de Advogados e Advogadas pela Democracia, Justiça e Cidadania (ADJC)
União Brasileira de Mulheres – UBM
Transparência Internacional – Brasil
Artigo 19
342Artes e 342Amazônia
#Juntos
#somos70porcento

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