Faça a sua parte!

Apesar de desafiadora, esta missão vai nos encher de orgulho: ajudar nossos defensores a se defender do coronavírus

Através do projeto Asas da Emergência, estamos transportando profissionais e equipamentos de saúde com o propósito de diminuir impactos da pandemia para os povos indígenas © Gabriel Bicho / Greenpeace

 Já faz mais de dois meses que estou confinado aqui em casa. Os raros galos da vizinhança cantavam até há pouco, tão alto que pareciam querer acordar o bairro, a cidade, o mundo inteiro. A rua está ali pertinho, do outro lado do muro, o dia promete outro lindo sol de outono no céu sem nuvens. Mas, por segurança, não abri o portão. 

Preferi abrir esta janela digital que me religa a você – e a milhões de pessoas deste planetinha azul que vivem o isolamento que nos protege. Através dela, quero te dizer, e a elas, que temos muito o que fazer hoje. De novo. 

Lá longe, onde um rio que nasce como um fio d’água nos Andes e deságua, imenso, no Atlântico depois de drenar uma floresta gigantesca, tem gente que precisa de nós. Agora. Já. 

Nós também, aqui em nossas cidades de concreto, vidro e asfalto, precisamos delas. Agora. Já.

Essas pessoas já foram milhões. Hoje, lá na Amazônia e em várias regiões do Brasil, sobraram apenas grupos reduzidos, sobreviventes de um processo de colonização criminoso e genocida que envolveu escravidão, assassinatos e extermínio trazidos por vírus exóticos para os quais estavam – e estão – despreparados para resistir. Seus territórios continuam a ser invadidos e saqueados, seu direito à vida continua a ser questionado.

Nós, que hoje somos mais de 200 milhões, mais do que nunca dependemos deles, desses nossos irmãos que são os guardiões do maior patrimônio ambiental do país, essa floresta imensa sem a qual não há como nos defender de outra enorme ameaça que nos aguarda: a do desastre climático. Uma floresta magnífica que continua sendo paulatinamente demolida árvore por árvore por madeireiros, hectare por hectare invadido e queimado por grileiros, rio por rio desconfigurado e contaminado por produtos químicos usados por garimpeiros ávidos por alguns gramas de ouro. 

Eles e elas, nossos irmãos e irmãs indígenas, enfrentam agora uma ameaça assustadora – outro vírus exótico que começa a chegar às suas aldeias onde não há nenhuma barreira que possa protegê-los. Temos, nós todos, uma tarefa urgente e difícil – mas que nos vai encher de orgulho: ajudar nossos defensores a se defender do coronavírus. É o que o Greenpeace decidiu fazer: atendendo ao pedido de apoio do movimento indígena, estamos colocando nossa organização a serviço da vida dos que lutam, na Amazônia, por um planeta mais seguro, justo, verde e pacífico. 

Enquanto escrevo, nossa estrutura e equipes estão trabalhando arduamente para levar profissionais de saúde e insumos necessários – de cilindros de oxigênio a álcool gel, de sabão a máscaras protetoras- para regiões em que a logística e a estrutura para o atendimento à saúde são muito, mas muito precárias.

Saiba mais sobre o Asas da Emergência

E se inspire com esta reflexão sobre a construção de um mundo novo!

Contamos com você para reforçar essa rede de solidariedade!

Abraços,

Paulo Adario

Fundador da campanha da Amazônia do Greenpeace no Brasil

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