Extremos do clima:
como as mudanças climáticas impactam nossas vidas

Atingidos pela cheia - Cintia dos Santos

Falta de chuva, frio extremo, alagamentos, a intensificação do aquecimento global têm provocado alterações intensas no clima e transformado radicalmente a vida da população brasileira

Se por um lado continuamos vendo líderes políticos e interesses econômicos passando por cima de nossas florestas, ameaçando povos tradicionais e originários e ignorando os alertas da ciência sobre os impactos da crise climática na vida das pessoas e na biodiversidade, por outro cresce um movimento em defesa da vida e que pede mudança.

Tanto a escassez de chuvas que afeta reservatórios de grande parte das hidrelétricas que abastecem o país quanto as cheias recorde na região Norte ou o frio extremo que derrubou as temperaturas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, todos têm uma causa em comum: as mudanças climáticas que são aceleradas pela ação humana e que têm como consequência  eventos extremos cada vez mais intensos e frequentes.

O que são eventos extremos e por que eles acontecem?

Atingidos pela cheia - Antonio Monteiro

Secas, enchentes, ondas de calor são eventos que sempre aconteceram, só que a ciência já vem alertando há algum tempo que estão acontecendo cada vez mais e numa intensidade muito maior do que a prevista. Por isso são chamados de eventos extremos, que são resultado de alterações irregulares no clima que têm sido intensificadas pelas mudanças climáticas.  

A conta é simples: quanto mais lançamos gases de efeito estufa na atmosfera, mais quente a temperatura média do planeta e com isso vários ciclos naturais do clima ficam desregulados. A principal fonte de emissão desses gases no Brasil são o desmatamento e a mudança no uso do solo (trocar floresta por pasto, por exemplo).

Não importa onde você esteja, o que você estude ou com o que você trabalhe, a necessidade de uma mudança estrutural para uma economia que respeite os limites da natureza também tem a ver com você. Todos já estamos pagando esse preço, mas alguns estão pagando um preço muito maior do que outros. 

Todo mundo pode agir — e a hora é agora

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