Precisamos proteger a vida marinha

Empresas e governos querem enviar máquinas gigantescas para explorar o fundo do mar atrás de minérios. Essa atividade pode destruir um dos ecossistemas mais antigos, desconhecidos e fascinantes do planeta antes mesmo que possamos compreendê-lo.

Cardume de xaréus-almoço (Seriola rivoliana) no monte submarino Dom João de Castro, nos Açores. Esses peixes percorrem grandes distâncias pelo oceano aberto, e essa caldeira vulcânica rasa — localizada entre as ilhas Terceira e São Miguel — serve como ponto estratégico de alimentação.
Imagem subaquática de uma colônia de salpas, organismos gelatinosos e transparentes, conectados em uma formação alongada e luminosa. Filamentos delicados e pontos brilhantes acompanham sua estrutura, que flutua no fundo escuro do oceano profundo. As salpas são mais comuns em mares quentes ou equatoriais e não são peixes — pertencem ao grupo dos tunicados, parentes distantes dos vertebrados


O futuro do mar profundo está em disputa

Em 2026, a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos pretende finalizar o chamado “Código de Mineração”, um conjunto de regras que pode abrir caminho para o início da exploração comercial de minérios em águas internacionais, colocando o lucro imediato das empresas acima do futuro do oceano.

Brasil, honre seu compromisso com os oceanos

O Brasil já deu o primeiro passo: o país declarou apoio a uma pausa de 10 anos em atividades de mineração em águas internacionais e em 2026 ratificou o Tratado Global dos Oceanos. Agora, o governo brasileiro precisa fortalecer a pressão internacional e exigir que as decisões sobre as profundezas do mar sejam baseadas na ciência e na responsabilidade, e não na pressa industrial. A prosperidade econômica não pode vir às custas da destruição do oceano.

Imagem do veleiro do Greenpeace navegando no mar, com velas brancas abertas e casco verde. Ao fundo, aparecem montanhas e ilhas do litoral do Rio de Janeiro sob o céu claro. A água ocupa a parte inferior da imagem, e as aves voam próximas à embarcação.
Foto aérea mostra seis voluntários do Greenpeace em pé ao redor de uma grande faixa amarela estendida sobre um chão de pedras. A faixa traz a mensagem “PAREM A MINERAÇÃO EM ÁGUAS PROFUNDAS – GREENPEACE” em letras pretas, acompanhada de símbolos gráficos. A ação acontece em ambiente urbano, com calçamento de pedras e áreas de concreto ao redor.


Faça parte da mobilização global!

Esta é a nossa chance de manter um dos últimos ecossistemas do planeta fora do alcance da ganância industrial. Precisamos frear a mineração em águas profundas antes que ela comece.

É por isso que precisamos de 250 mil assinaturas para nos unirmos contra a destruição dos oceanos. Podemos contar com você?

Entenda o perigo da mineração em águas profundas


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