Grandes biomas do Brasil estão em chamas e as imagens que chegam a todo o momento são preocupantes. Saiba como agir pela proteção do Pantanal

Mato Grosso, Brasil. Em 2020 as queimadas no Pantanal, bateram recortes, atingindo mais de 15% do bioma e colocando toda a biodiversidade em risco. (© Rogerio Florentino / Greenpeace)

A destruição ambiental e suas consequências não respeitam fronteiras. Este ano, o Pantanal brasileiro queimou como nunca antes em sua história. A maior planície interior inundada do mundo, que concentra uma variedade incrível de espécies de animais, já teve mais de 15% de sua área destruída, até setembro de 2020 foram pelo menos 2,5 milhões de hectares queimados. 

Apesar de ocorrerem no bioma, as queimadas no Pantanal não são fenômenos naturais, têm origem criminosa, como na Amazônia. Uma tragédia que poderia, em parte, ser evitada se o poder público tivesse cumprido as medidas de combate ao desmatamento ao longo do último ano e investido toda a verba prevista para o combate ao fogo em seus biomas. 

Mas o que nós, como sociedade, podemos fazer para ajudar agora? Conheça 7 formas de agir:

  1. Compartilhe informações

Enquanto as autoridades tentam esconder o sol (ou a fumaça) com a peneira, cabe a sociedade continuar espalhando informações sobre o que vem acontecendo com o Pantanal para combater a disseminação de fake news. 

Compartilhe informações sérias e materiais sobre o assunto, você pode baixar algumas imagens que preparamos aqui. Acompanhe as redes sociais do Greenpeace e das organizações que atuam no local, como o ICV, SOS Pantanal, Ecoa, Ampara Silvestre e Instituto Homem Pantaneiro

Compartilhe informações de fontes confiáveis.
  1. Faça parte da rede de solidariedade ao Pantanal

Devido a situação emergencial no Pantanal, uma rede de apoio e solidariedade tem se fortalecido para garantir os recursos necessários para o combate ao fogo, resgate de animais e suporte veterinário a animais resgatados. O Greenpeace está disponibilizando apoio financeiro e compra de materiais para organizações que atuam diretamente no Pantanal.

Participe você também dessa rede de solidariedade.

  1. Cobre das autoridades

Vivemos em uma democracia e, como tal, temos o direito de cobrar de nossos governantes ações práticas. A prevenção e o combate às queimadas em áreas naturais é de responsabilidade do poder público, estadual e federal. Não é hora de negar a realidade, mas sim de agir e investir o necessário para conter esta tragédia. Envie um tuíte e mostre sua insatisfação usando a #BrasilEmChamas.

  1. Fiscalize 

Precisamos ficar de olhos abertos para garantir que o poder público tome decisões que favoreçam a natureza, ao invés do lucro para alguns, e que o dinheiro público seja de fato investido no combate à destruição ambiental. Para isso, você pode acompanhar os sites de prestação de contas do governo ou sites como o Fakebook.eco e Governodadestruicao.org, que combatem a desinformação e os retrocessos ambientais. 

  1. Crie sua própria campanha

Você pode iniciar sua própria campanha para defender a natureza, seja no Pantanal ou em sua própria cidade, e movimentar suas redes locais em favor de uma causa. É muito simples, acesse O Bugio participe, seja divulgando, apoiando ou criando uma campanha. 

  1. Participe de iniciativas de proteção ambiental 

Se você não puder ajudar financeiramente, tente agir localmente. Procure saber se na sua cidade existem iniciativas de proteção ao meio ambiente, como mutirões de coleta de lixo, de reflorestamento, educação ambiental. Um mundo com mais florestas amanhã, depende dos esforços que fazemos hoje. Conecte-se com outras pessoas pelo Conexão Verde.

O grupo de voluntários de Porto Alegre realizaram palestra de educação ambiental remotamente, para alunos do 5° ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Anísio Teixeira.  © Grupo de voluntários de Porto Alegre
  1. Exija medidas de combate às mudanças climáticas

A sucessão de anos com poucas chuvas, vento seco e a baixa umidade do ar na Bacia do Alto Paraguai, onde fica o Pantanal, foram fatores determinantes para a propagação dos incêndios deste ano. E, com o avanço das mudanças climáticas, estamos sujeitos a eventos extremos cada vez mais frequentes.  Combater as mudanças climáticas é o desafio do nosso tempo e devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, de reduzir o consumo de carne e de combustíveis fósseis, na escala pessoal, a exigir aplicação de políticas públicas e mudanças econômicas, numa escala global. Saiba mais.