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Karen Goes é voluntária do Greenpeace Brasil em Macapá

Me chamo Karen, sou Macapaense e voluntária do Greenpeace há pouco mais de 1 ano. Me tornei voluntária porque acredito que o contato com a vida da terra e seus frutos dão origem a uma terapia de realinhamento, que acontece desde a respiração até o tato, desde a sinestesia mais abstrata à mais tecnológica materialidade física do sentir. É aí que acredito estar a mudança que almejamos para o planeta: consciência de conexão com a natureza.

Nossa missão ao longo de 2018

Nos primeiros meses do ano nossa primeira atividade foi o Ponto Verde, com uma exposição fotográfica das primeiras imagens dos Corais da Amazônia, simulando o derramamento de petróleo sobre eles.

Personalizamos camisas com stencil e distribuímos o relatório “Amazônia em Águas Profundas”. Com isso, conhecemos grandes ativistas da região, que se animaram com a novidade de ter um grupo de voluntários do Greenpeace em Macapá, nos desejando sorte e força.

Ponto Verde com pintura de camisetas

Falar sobre os Corais com a população foi uma dos nossos primeiros trabalhos nas ruas, nossa missão era apresentar para a população macapaense os Corais da Amazônia, e isso nos trouxe retornos bem representativos: a população interessada em compreender melhor aquele bioma e seus questionamentos sobre os impactos ambientais.

Quebra-Cabeça em Defesa dos Corais da Amazônia

Quebra-Cabeça em Defesa dos Corais da Amazônia @ Liliane Barbora © Karen Goes

Outro evento marcante foi no desfile cívico do dia 7 de Setembro, montamos o Quebra-Cabeça gigante dos Corais da Amazônia na Avenida Ivaldo Veras – Sambódromo de Macapá, com os jovens do projeto NBA (Novo basquete Amapá).

Já no Dia Mundial Sem Carro, realizamos a I Mostra Cinematográfica seguida de Roda de conversa com ativistas de mobilidade urbana, ciclistas, arquitetos e urbanistas, engenheiros civis e florestais, a secretaria de mobilidade urbana do município e usuários do transporte público e alternativo da capital para repensar hábitos e corroborar idéias por uma #cidadequeflui.

Mostra do Documentário Ciclos + Roda de Conversa sobre Mobilidade Urbana no Dia Mundial Sem Carro 2018

Mostra do Documentário Ciclos + Roda de Conversa sobre Mobilidade Urbana no Dia Mundial Sem Carro 2018 © Liliane Barbosa

Ah, também teve a nossa participação no I Chamado dos Povos Indígenas do Amapá e Norte Pará, dialogando sobre os Corais da Amazônia com a juventude universitária e indígena sobre os efeitos do petróleo na foz do rio Amazonas, mas principalmente ouvindo o que as etnias dos nove países da Bacia Amazônica (Brasil, Equador, Venezuela, Bolívia, Suriname, Guiana, Guiana Francesa, Colômbia e Peru) ensinavam a respeito seus territórios sagrados, sua medicina e seus protocolos, vivenciando suas cerimônias, artesanato e principalmente a luta pela sobrevivência.

I Chamado dos povos Indígenas

I Chamado dos povos Indígenas © Otto Ramos © Karen Goes

No Dia Mundial dos Corais da Amazônia, reunimos diversos ativistas socioambientais da música, da fotografia e da ciência em um festejo em homenagem ao bioma, que contou com a participação do MAB, estudantes e profissionais da biologia e do meio ambiente, assim como as pessoas que estavam na Praça Floriano Peixoto, que puderam desfrutar do som do Banzeiro Brilho de Fogo, com homens, mulheres e crianças dançando e tocando o Marabaixo. Certamente foi uma das cena mais emocionante do ano.

Dia Mundial dos Corais da Amazônia

Dia Mundial dos Corais da Amazônia © Marlon Marinho © Karen Goes

Encerramos os trabalhos com a participação no I Encontro do Ministério Público com os Movimentos Sociais, que teve como objetivo construir um relatório que orientasse a atuação das Promotorias de Justiça em todo o Estado do Amapá. Estivemos no Grupo de Trabalho do Eixo I – A Defesa do Meio Ambiente, o poder econômico e questões agrárias -, com a formulação da seguinte proposta: criar medidas preventivas aos possíveis danos ambientais decorrentes da exploração de petróleo na Costa do Amapá.

I Encontro do Ministério Público com os Movimentos Sociais

I Encontro do Ministério Público com os Movimentos Sociais © Karen Goes

Estamos localizados próximo à foz do maior rio em vazão do mundo, o qual dá nome à região mais biodiversa do único planeta com seres dotados de uma capacidade genética de autopercepção e projeção que aqui se desenvolve.

No mínimo, algo especial a ser refletido, e pra nós, um sentimento diferente que impulsiona a busca de um mundo auto sustentável como assim nos foi proposto.

Energizamos corações a vibrarem no caminho da mudança que se precisa, juntinhos para ser real! Juntos, para sermos Greenpeace.