Além de premiar ativistas e artivistas que abordam a crise climática, o projeto também oferece oficinas

A Arte e o Ativismo, quando se unem, conectam mundos. Tornam vozes aparentemente dissonantes notas de uma só sinfonia. E fazem dessa voz única, potente e criativa, uma catalisadora de transformação social. Enquanto vivemos no Brasil o intenso desafio de combater as ações dos agentes responsáveis pelo enfraquecimento das políticas ambientais que intensificam a crise climática, artistas e ativistas se manifestam em seus territórios ou por meios digitais pelo combate ao retrocesso. E é nesse contexto que nasce o Prêmio Megafone – o primeiro prêmio de ativismo brasileiro.

Como primeiro projeto a premiar o ativismo no Brasil, o Megafone pretende contribuir para aumentar a visibilidade do trabalho de ativistas e artivistas fomentando essas práticas com prêmios, oficinas, incentivos e realizando produções de impacto.

Se você fez algum tipo de ativismo ou artivismo em 2021, em qualquer lugar do país, individualmente ou em coletivo, por meio de protestos, de arte ou do que for, mas principalmente relacionado a temas socioambientais, você já pode se inscrever no site ou indicar alguém! As inscrições vão até o dia 6 de março.

O Prêmio Megafone contempla artistas e ativistas dos quatro cantos do país.

Essa é uma iniciativa dividida em 4 ações:

Prêmio MEGAFONE de Ativismo Brasileiro

Serão 70 selecionados e 14 premiados (14 categorias) em duas edições, considerando a temática meio ambiente e mudanças climáticas, com no mínimo 50% dos premiados residentes na Amazônia legal  e preferencialmente mulheres.

Entram nessas categorias iniciativas como ação direta, arte de rua, marcha, reportagem de mídia independente, meme, perfil de rede social, música, documentário, cartaz em manifestação e fotografia, entre outros. Entre no site para saber os detalhes de cada categoria.

Oficinas online

Mudanças climáticas –  facilitada por integrantes das organizações Pimp my Carroça, Greenpeace, Engajamundo e ISA – Instituto Socioambiental, vai passar por temas como justiça climática, racismo ambiental, territórios das populações tradicionais. Dinâmicas para elaboração de diagnósticos e soluções farão parte das atividades. (inscrições abertas)

Elaboração de Projetos Criativos e Transformadores – facilitada por Daniela Teixeira, vai possibilitar que os participantes cheguem com uma ideia e saiam com um projeto apto a ser apresentado para o mundo. (inscrições abertas)

Além dessas, também serão realizadas oficinas de Mobilização Criativa de Recursos, Artivismo, Interativismo, entre outras, que vamos atualizar conforme as inscrições forem abertas.

Apoios para 20 artistas individuais, ou participantes de organizações ou coletivos

Dois murais nas laterais de prédios (empenas) feitos por artivistas, um em Belém e um em Manaus

Enquanto alguns dizem que o ativismo tem que acabar, nós estamos só começando! O projeto de premiação e apoio a ativistas e artivistas é resultado de uma parceria entre Pimp my Carroça, Greenpeace Brasil, Instituto Socioambiental, Engajamundo ,  Hivos, VAC (Vozes Pela Ação Climática) e a WWF , além de coletivos de arte, cultura e comunicação em todo o Brasil. 

Nós acreditamos no poder da comunicação e da arte, através do ARTIVISMO! Um caminho que visa incentivar a ação da sociedade como agente transformador de sua realidade, fortalecer as políticas públicas ambientais e fomentar o surgimento de novos agentes, principalmente jovens e mulheres, no debate e na ação do combate à crise climática.

Fique de olho nas nossas redes e nas redes do Prêmio Megafone de Ativismo para não perder nenhum detalhe!

O que é Artivismo?
O artivismo é o nome dado a ações sociais e políticas, produzidas por pessoas ou coletivos, que se valem de estratégias artísticas, estéticas ou simbólicas para amplificar, sensibilizar e problematizar, para a sociedade, causas e reivindicações sociais.

Se quiser saber mais sobre o tema, você não pode deixar de escutar este episódio do podcast “As Árvores Somos Nozes”, em que falamos sobre o que é artivismo com o pesquisador André Mesquita, que estuda a relação entre arte, política e ativismo e é curador do MASP, o Museu de Arte de São Paulo; com o compositor Carlos Rennó, autor e idealizador da Canção pra Amazônia, o grafiteiro amazonense Raiz – que tem a cultura indígena e cabocla como tema central de suas artes -, e Mundano, que inaugurou em 2021 uma obra feita com as cinzas da floresta.