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Apenas proibir queimadas, sem que medidas concretas de proteção da Amazônia sejam tomadas, não será suficiente para acabar com os incêndios que ameaçam a floresta

Diversas queimadas e focos foram registrados durante sobrevoo no dia 24 de agosto de 2019, em Porto Velho, Rondônia © Victor Moriyama / Greenpeace

Como resposta às queimadas na Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro assinou, no último dia 28, o decreto que proíbe por 60 dias o uso do fogo no Brasil. No entanto, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que, nas primeiras 24 horas após a assinatura, o número de focos de queimadas aumentou 106% na região.

A proibição das queimadas é importante, porém a medida por si só não é suficiente para resolver o problema do fogo na Amazônia. “Esses números são a evidência mais concreta de que não será por decreto que Bolsonaro controlará a onda de fogo que varre a Amazônia”, diz Danicley de Aguiar, da campanha de Amazônia do Greenpeace. “O decreto precisa ser acompanhando de medidas reais e efetivas de comando e controle na região e associado a uma estratégia consistente de fiscalização e monitoramento, coordenada pelo Ibama e ICMBio”, completa ele.

Ainda segundo os dados do Inpe, entre janeiro e julho de 2019, 1.862.900 hectares foram queimados na Amazônia, o que equivale a aproximadamente 3x a área da cidade de Brasília. “Dado o histórico de ilegalidade na Amazônia, fica evidente que quem atua de forma ilegal não tem a menor intenção de solicitar autorização ou mesmo cumprir as leis ou um decreto presidencial”, afirma Danicley. “Tão importante quanto controlar os incêndios, seria o governo Bolsonaro decretar o fim da agenda anti-ambiental que ele mesmo vem promovendo desde que assumiu seu mandato”, conclui ele.