Para marcar um ano do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro e defensora dos direitos humanos, intervenções artísticas aconteceram em diversas cidades do Brasil. Os ativistas pedem justiça e a solução do caso.

A escadaria da Câmara Municipal do Rio de Janeiro recebeu uma intervenção para marcar o um ano do assassinato de Marielle Franco. Várias cidades do Brasil amanheceram com homenagens a ela e o pedido de justiça pelo crime. © Divulgação

Várias cidades do Brasil acordaram hoje pedindo justiça e lembrando de Marielle Franco, assassinada exatamente um ano atrás, junto ao seu motorista Anderson Gomes. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, dezenas de ruas ganharam o nome da vereadora e defensora dos direitos humanos. Projeções, banners e lambe-lambes deixaram claro que Marielle foi assassinada, mas ainda vive como uma semente que brotou e virou símbolo de resistência e luta pelos direitos humanos. Tudo faz parte do movimento Amanhecer por Marielle. Veja mais imagens das ações na conta do Instagram do Movimento.

Marielle era uma mulher negra, mãe e cria da favela da Maré, no Rio de Janeiro. Socióloga com mestrado em Administração Pública, foi eleita Vereadora da Câmara com mais de 46 mil votos. O assassinato de Marielle está sendo investigado e, dois dias atrás, dois ex-policiais foram presos como suspeitos.

Ela era uma forte voz e incansável que denunciava abusos policiais e violações aos direitos humanos, criticava a intervenção federal no Rio de Janeiro e a atuação das milícias. Como vereadora, também trabalhou na coleta de dados sobre a violência contra as mulheres e defendia a maior participação de mulheres na política.

Placa na Praça do Ciclista na Avenida Paulista, em São Paulo, recebe adesivo de ativistas que pedem justiça pelo assassinato de Marielle Franco. © Bárbara Veiga

A morte de Marielle foi marcante e infelizmente não foi um caso isolado quando se fala em assassinato de defensores de causas socioambientais. O Brasil é o país que mais mata ativistas. Segundo a ONG britânica Global Witness, em 2017, pelo menos 207 líderes indígenas, ativistas comunitários e ecologistas foram assassinados mundo afora. O Brasil lidera o ranking, com 57 dessas mortes. Em 2016, não foi diferente, como mostra nosso blog.

No episódio número 11 do nosso podcast As Árvores Somos Nozes, falamos sobre Marielle e outras mulheres ativistas. O podcast teve a presença de Lika Gonçalves, Melissa Menezes, Bárbara Veiga e Marizilda Cruppe, que nos contam um pouco do trabalho delas e de como é ser mulher no Brasil em que elas tentam atuar e melhorar.

Ouça aqui o episódio “Mulheres ativistas”, do podcast As Árvores somos nozes.

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