Não importa quem esteja sentado na cadeira presidencial: iremos sempre nos manifestar contra atitudes nocivas ao meio ambiente e nosso futuro

Nos 100 primeiros dias de Jair Bolsonaro como Presidente da República, nos posicionamos contra a avalanche de retrocessos ambientais que o novo governo vem promovendo. Também fizemos uma ação em Jerusalém na semana passada, para chamar a atenção do Presidente pela urgência de protegermos a Amazônia.

Assim como estamos fazendo com Bolsonaro, pressionamos governos anteriores a adotar políticas que não destruam a Amazônia, nossa maior riqueza. Relembre alguns outros momentos marcantes:

Durante a gestão de Dilma Rousseff, por exemplo, a criticamos em diversas oportunidades: pelo apoio às usinas hidrelétricas de Belo Monte e Tapajós; por não ter vetado integralmente as mudanças no Código Florestal; pela não demarcação de terras indígenas e unidades de conservação; e por sua postura contrária a energias renováveis, como solar e eólica.

Se você está pensando: “Ah, mas o Greenpeace não deveria se envolver com política!”. Bem, nós defendemos o meio ambiente, expomos e denunciamos crimes ambientais, pressionamos governantes, empresas e tomadores de decisão por medidas que protejam a nossa saúde e a do planeta. É o que fazemos o tempo todo. Os resultados de nossas lutas dependem, muitas vezes, de decisões políticas.

Protesto em 2011 em Brasília, contra as mudanças no Código Florestal © Tico Fonseca/ Greenpeace

Mas é sempre importante frisar: somos uma organização independente e apartidária, ou seja, que não é ligada a nenhum partido, e cobramos compromissos com o meio ambiente de quem quer que seja. Não importa quem esteja sentado na cadeira presidencial, será sempre responsabilizado(a) e cobrado(a) por atitudes nocivas contra o meio ambiente e nosso futuro. E nossa maneira de atuar se estende a outras esferas de poder, como deputados e senadores.

Não há tempo a perder: enquanto você lê este texto, quatro campos de futebol de floresta estão sendo desmatados. Entre agosto de 2017 e julho de 2018, a Amazônia perdeu mais de um bilhão de árvores, a maior perda florestal dos últimos dez anos. O desmatamento está perto de atingir um limite irreversível, comprometendo o futuro de todos nós. Por isso, não podemos ficar calados, e precisamos do seu apoio. Vem com a gente!

PARTICIPE DO ABAIXO-ASSINADO