O mar não está para peixe e essa é uma dura realidade dos tempos atuais. O ser humano produz lixo, pesca excessivamente, explora petróleo e ainda por cima descarta plástico nos oceanos. O que talvez algumas pessoas não saibam (ou simplesmente não querem ver) é que os mares são também responsáveis por equilibrar a temperatura da Terra e fundamentais para a continuidade da vida no planeta.

Entenda como tudo isso está conectado.

Fitoplâncton consumindo CO2

Os oceanos são surpreendentemente bons em tirar o dióxido de carbono (CO2) do ar e mantê-lo nas profundezas. Esse processo começa quando algas microscópicas e flutuantes (chamadas de fitoplâncton) sugam dióxido de carbono do ar durante seu crescimento.

O processo funciona assim: animais (os krills, por exemplo, seres minúsculos que se parecem com o camarão) comem o fitoplâncton. Daí, outros animais (como as baleias) comem os animais que comem o fitoplâncton, e esse carbono se move pela cadeia alimentar até que um animal morra e vá para as profundezas do oceano. 


As baleias jubarte nadando nas águas da Half Mood Island, Antártida. © Abbie Trayler-Smith / Greenpeace

Globalmente, eles absorvem bilhões de toneladas de CO2 por ano . Segundo os cientistas, mais de 90% do excesso de calor produzido pelos gases de efeito estufa tem sido absorvido pelos oceanos.  E é por isso que é tão importante termos os santuários oceânicos; são eles que vão garantir a continuidade do armazenamento desse carbono. Se todo esse carbono fosse lançado na atmosfera, o planeta estaria ainda muito mais quente.

E tem mais. Sob certas condições, o CO2 se dissolve naturalmente na água e é puxado para as profundezas pelas correntes oceânicas, mantendo-o fora da atmosfera a longo prazo.

Esse é um exemplo poderoso de como o relacionamento entre clima e oceanos é uma via de mão dupla: enfrentar as mudanças climáticas é fundamental para os oceanos, pois ao longo dos anos eles vêm absorvendo volumes cada vez maiores de dióxido de carbono e, por isso, a água tem se tornado mais ácida; e protegê-los também é fundamental para regular o clima no planeta. 

O custo de todo esse cenário

O superaquecimento global já tem comprometido o trabalho dos oceanos. O aumento da temperatura do planeta e da quantidade de carbono já está afetando as criaturas marinhas e destruindo ecossistemas como os recifes de corais. Além disso, mais calor significa também aumento do nível do mar, o que coloca em risco ilhas e cidades costeiras.


Os pinguins Gentoo na Antártida. © Abbie Trayler-Smith / Greenpeace

Muitos de nós estamos motivados a proteger os oceanos porque nos preocupamos com baleias, tartarugas, golfinhos e outros animais – e, é claro, com a nossa vida também, pois está tudo conectado. 

Quer fazer a sua parte na proteção dos oceanos? Acesse nosso abaixo-assinado e apoie a criação de santuários oceânicos. 



O Rio Grande do Sul enfrenta uma tragédia climática sem precedentes, com mais de 1 milhão de pessoas diretamente impactadas pelas fortes chuvas. Nossa campanha está destinando recursos para a compra e entrega de suprimentos emergenciais e apoiando cozinhas solidárias. Precisamos da sua solidariedade nesse momento tão crítico. Clique abaixo e doe agora.