A próxima parada da nossa expedição pelos oceanos é uma zona ultraprofunda no Atlântico. Cientistas acreditam que ali pode ter surgido a vida na Terra, mas a indústria da mineração já está ameaçando a região.

Água-viva-cabeluda, uma das espécies encontradas nas áreas mais profundas dos oceanos.

Água-viva-cabeluda, uma das espécies encontradas nas áreas mais profundas dos oceanos. © Alexander Semenov

Não é à toa que os filmes de ficção científica se inspiram nas profundezas dos oceanos para criar monstros, paisagens e mistérios. Ali vivem seres que parecem ter vindo de outro planeta. Há insetos gigantes, peixes gelatinosos, lagostas peludas e quase tudo o que você quiser imaginar.

O que torna as águas ultraprofundas dos oceanos ainda mais instigantes é o fato de que alguns cientistas acreditam que foram nelas que aconteceu a primeira evolução nas formas de vida.

Uma das principais razões seriam as fontes hidrotermais, que estão longe de luz do sol e de oxigênio, onde placas tectônicas se encontram. Dos buracos entre as placas, sai o calor que vem do interior do planeta em forma de uma água superaquecida e rica em minerais. Ali se formam  hidrocarbonetos – moléculas essenciais para toda a vida na Terra. 

Em busca da Cidade Perdida

Nas profundezas do oceano Atlântico Norte está uma área com tantas fontes hidrotermais em forma de torres e chaminés que mais parece uma cidade submersa. É a chamada Cidade Perdida, descoberta em 1977, mas que já tem cerca de 120 mil anos de idade.

Cientistas hoje estão pesquisando as evidências de que ali está uma das fontes de vida na Terra. Os estudos não são conclusivos ainda, mas eles precisam correr. A indústria da mineração também está de olho na região, que é rica em minérios.

Algumas licenças já foram concedidas a empresas que querem chegar no fundo do mar com máquinas monstruosas e que arriscam destruir esses lugares antes mesmo de serem compreendidos.

Hydrothermal Vents - Azores Deep Sea Life. © Greenpeace / Gavin Newman

Fontes hidrotermais no arquipélago de Açores. Nossos ativistas estão chegando na Cidade Perdida, no Atlântico Norte, para tentar fazer imagens e estudar a região. © Greenpeace / Gavin Newman

Uma expedição pelos mares

É por isso que a expedição de Polo a Polo do Greenpeace está indo rumo à Cidade Perdida. O cientista que descobriu essa maravilha do oceano profundo está embarcado conosco e vai estudar e aprender ainda mais sobre seus mistérios.

Juntos, vamos mostrar que precisamos proteger o fundo do mar e os seres que vivem ali de indústrias predadoras como a da mineração.

Nossos ativistas estão viajando em uma expedição que vai do Polo Norte ao Polo Sul. A Cidade Perdida é a segunda parada em nossa missão para mostrar a importância de proteger os oceanos.

Faça parte desse movimento e entre em nosso abaixo-assinado.