Lei 15.190/2025, que viola a Constituição Federal, é alvo de ação no STF movida pelo Greenpeace e outras entidades socioambientais

From March 16 to 21, 2025, Greenpeace Brazil, together with partners, worked in the state of Mato Grosso to denounce the occurrence of mining in the Amazon Indigenous Lands. Flights were carried out over the Sete de Setembro, Zoró, Aripuanã and Tenharim Marmelos Indigenous Lands.

Illegal mining in the Amazon has become one of the greatest threats to Indigenous Lands and Conservation Units, impacting not only the environment but also the traditional communities that inhabit the region. The territories are affected by this criminal activity, suffering from river contamination, deforestation and violence associated with mining.

4 de fevereiro de 2026 – Entrou em vigor, nesta quarta-feira (4), a Lei 15.190/2025, batizada Lei Geral do Licenciamento Ambiental, mas que, na prática, implode o processo de licenciamento no Brasil e aumenta a insegurança jurídica. 

Além de representar um dos maiores retrocessos para o meio ambiente na história do país, a entrada em vigor da Lei 15.190/2025 cria um cenário grave de insegurança jurídica. Entre as causas dessa insegurança estão a delegação excessiva de competências a estados e municípios, gerando fragmentação normativa, e a criação de mecanismos de licenciamento autodeclaratório, que fragilizam o controle ambiental e tendem a deslocar os conflitos para o Judiciário, aumentando a judicialização dos licenciamentos. Soma-se a isso a criação da Licença Ambiental Especial (LAE), que torna o processo mais suscetível à interferência política, comprometendo a independência técnica que deve guiar os órgãos ambientais”, explica a advogada do Greenpeace Brasil, Daniela Jerez. 

O Greenpeace Brasil lembra que a norma é inconstitucional e representa uma ataque ao direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado para as presentes e futuras gerações (artigo 225), mas também ao direito à vida e à saúde (artigos 5º, caput, 6º, caput e 196), ao direito dos povos indígenas (art. 231), entre outros dispositivos da Constituição.

Ao aprovar um texto que, na prática, desmonta um dos principais instrumentos de proteção ambiental do Brasil – o licenciamento ambiental -, o Congresso Nacional perdeu a oportunidade de estabelecer uma lei geral que trouxesse modernização e segurança ao licenciamento. Não à toa, a norma já é objeto de Ações Diretas de Inconstitucionalidade em tramitação no STF, uma delas proposta pelo Greenpeace Brasil em conjunto com diversas outras entidades, que evidenciam a inconstitucionalidade da norma e o grave retrocesso socioambiental que ela representa”, afirma Jerez.

Em 29 de dezembro, o Greenpeace Brasil e mais 13 entidades ingressaram no STF com uma ação (ADI 7919) para pedir a suspensão imediata desta Lei e da Lei 15.300/2025, ambas sobre o licenciamento ambiental. Prestadas as informações solicitadas pelo STF ao Presidente da República e ao Congresso Nacional, a Corte deve apreciar o pedido liminar, de suspender os artigos inconstitucionais dessas normas.

“Diante da real possibilidade de que licenças ambientais sejam emitidas sob parâmetros inconstitucionais, gerando danos irreversíveis, esperamos que o pedido liminar seja apreciado com celeridade pela Corte, suspendendo os artigos questionados até que o STF julgue o caso”, diz Jerez.

A Lei 15.190/2025 foi sancionada com vetos pelo presidente Lula em agosto, mas os vetos foram derrubados pelo Congresso em novembro.

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