Em painel com lideranças indígenas, pesquisadores e especialistas, Greenpeace apresentará o relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude”, que denuncia fraudes em permissões de garimpo e revela esquema bilionário de ouro extraído ilegalmente 

A organização também promove no evento a exposição fotográfica “Do Rio Para o Mundo”,  que resgata momentos marcantes da mobilização ambiental nas últimas décadas

Rio de Janeiro, 2 de junho de 2026 – O Greenpeace Brasil promoverá, na sexta-feira (5), o painel “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude”, na Rio Nature & Climate Week, a partir das 10h. Durante a atividade, que reunirá lideranças indígenas, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios socioambientais relacionados ao garimpo ilegal na Amazônia, a organização apresentará oficialmente seu novo relatório que denuncia o caminho percorrido para se “lavar” ouro no Brasil.

O painel contará com a participação de lideranças que vivenciam diretamente os impactos provocados pelo avanço do garimpo em seus territórios: o Cacique Megaron Txucarramãe, liderança histórica do povo Kayapó; Alessandra Korap, do povo Munduruku; e Juma Xipaia, do povo Xipaia. Completa o debate o médico e pesquisador da Fiocruz, Paulo Basta, referência nos estudos sobre contaminação por mercúrio em populações indígenas da Amazônia. 

A mediação será conduzida pelo coordenador da frente de Povos Indígenas do Greenpeace Brasil, Danicley Aguiar, que apresentará os principais achados da investigação e os desafios para fortalecer os instrumentos de rastreabilidade, fiscalização e transparência relacionados à exploração do ouro na região amazônica.

Relatório denuncia lavagem de ouro na Amazônia

O relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude“, lançado na segunda-feira (1), mostra como a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) – instrumento que atesta a procedência do ouro – vem sendo utilizada para “lavar” o minério extraído ilegalmente na Amazônia, aproveitando-se de falhas graves na fiscalização da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da dispensa de pesquisa mineral prévia. A organização alerta que tal sistema fraudulento vem permitindo, há anos, a expansão do garimpo na Amazônia, inclusive sobre Terras Indígenas e Unidades de Conservação.  

Ao analisar processos minerários registrados entre 2018 e março de 2026,  o Greenpeace identificou 98 Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) com indícios de irregularidades, que foram responsáveis pela comercialização declarada de 25,3 toneladas de ouro no período analisado, volume equivalente a aproximadamente R$ 18,4 bilhões em valores atualizados.

Para chegar em tais resultados, a organização analisou processos minerários registrados entre 2018 e março de 2026, cruzando dados da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), informações da Agência Nacional de Mineração (ANM), imagens de satélite e registros de sobrevoos realizados pelo Greenpeace Brasil. 

Exposição fotográfica: a força do ativismo ambiental 

O Greenpeace Brasil, em parceria com a Rio Nature & Climate Week e apoio da Uma Gota no Oceano, também participa da programação com a exposição fotográfica “Do Rio para o Mundo: a cidade catalisadora da ação climática”, que resgata momentos marcantes da mobilização ambiental nas últimas décadas e evidencia a importância do Rio de Janeiro para a construção da agenda climática global. A mostra reúne registros históricos de ações realizadas desde a Rio-92, além de imagens que retratam a biodiversidade brasileira e a relação entre sociedade, natureza e clima. A exposição também está disponível digitalmente aqui

SERVIÇO

Greenpeace Brasil na Rio Nature & Climate Week 

Painel: Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude

Data: 5 de junho de 2026, das 10h às 13h

Local: Pier Space – Avenida Rodrigues Alves, 10, Armazém 1, Saúde Rio de Janeiro (RJ)

Inscrições: Sympla.com

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