Neste episódio, falamos sobre como a ciência e a descoberta de novas espécies podem contribuir para a conservação da biodiversidade e sobre o impacto da cheia em Manaus

Como a ciência pode contribuir para a conservação da biodiversidade? Por que é tão fundamental o investimento em projetos de pesquisa que busquem revelar novas espécies da floresta? Neste episódio, entrevistamos pesquisadores do Projeto Mantis contemplados pelo programa “Tatiana de Carvalho de Incentivo à Pesquisa e Conservação da Biodiversidade na Amazônia” para responder a perguntas como essas e outras mais, e também para contar curiosidades sobre como é ser um pesquisador na Amazônia. 

Além de um bate-papo recheado de aventuras sobre as noites dos pesquisadores Leonardo Lanna e Lucas Fiat na floresta em busca do louva-a-deus, contamos com a participação do fotógrafo e documentarista, Christian Braga, que tem registrado de perto a dura realidade de populações afetadas pela cheia em Manaus, a maior da história desde o começo das medições. Se nada for feito para o enfrentamento da crise climática agora, eventos extremos como esse serão cada vez mais intensos e frequentes.

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E ouça também essas faixas bônus com as histórias de outros pesquisadores contemplados pelo projeto de apoio à pesquisa do Greenpeace Brasil:

Fabiana Ap. Rego Ciecoski e os Liquens

Fabiana é de Cruzeiro do Oeste (PR), graduada em Ciências Biológicas e especialista em Biodiversidade e Biotecnologia, e pesquisadora ligada à Universidade Federal do Mato Grosso. Fabiana estuda a diversidade de Fungos Liquenizados, os Liquens. Para ela, alguns dos maiores desafios para fazer ciência hoje são a falta de apoio financeiro e o atual “negacionismo” científico. Mas conta que se sente motivada a continuar no caminho da pesquisa por “tudo o que já foi construído e conquistado a partir da Ciência”.  

Fabián Alfonso García Oviedo e os nomes das aranhas

Fabián Alfonso García Oviedo vem de Zarzal, no Valle del Cauca, Colômbia. É biólogo graduado pela Universidad de Caldas, em Manizales, Colômbia, e é mestrando do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Evoluçāo no Museu Paraense Emílio Goeldi. Fabián estuda sistemática e taxonomia de aranhas. “Sempre foi curioso pela alta diversidade na região neotropical. Meus interesses de pesquisa são entender os diferentes processos de origem e evolução da biodiversidade na região Neotropical: Como o levantamento dos Andes influenciou na diversificação das espécies? Como os Rios Amazônicos criaram áreas de refúgio e foram barreiras geográficas para algumas espécies? Por que temos tanta diversidade nos pés dos Andes e começo da Amazônia? Para responder a questões deste tipo utilizo aracnídeos como um modelo de estudo”

Heitor Antunes de Castro e o curioso mundo das moscas

Heitor Antunes de Castro é um amazônida de Belém (PA). Licenciado em Ciências Naturais com Habilitação em Biologia, é pesquisador ligado ao Museu Paraense Emílio Goeldi, onde estuda Taxonomia e Filogenia de uma espécie de mosca. Ele faz parte do Grupo de Estudo de Artrópodes da Amazônia (GEAA), que atua com educação ambiental e divulgação científica. “Desde pequeno me interesso por diversos tipos de bichos, com o passar do tempo foi natural começar a me aprofundar nos estudos acerca deles. Então como biologia era a disciplina que eu mais me saia bem, fui orientado por meus professores de tentar como uma das minhas opções no vestibular, e digo a vocês, ainda bem que eu não fui aprovado em Ciência da Computação. Pois me encontrei nessa área e desde 2013 venho trabalhando em projetos de pesquisa no Museu Goeldi”.

Talissa Pio de Matos e os insetos engenheiros do ecossistema

Talissa Pio de Matos nasceu no coração da Amazônia, em Manaus, (AM). Bióloga, licenciada em Ciências Biológicas, é pesquisadora ligada à Universidade Federal do Pará. Talissa estuda a taxonomia de adultos de Trichoptera. “Escolhi trabalhar com esse tema porque durante minha graduação eu trabalhei com experimentos de laboratório voltados para fragmentação foliar (essa fragmentação é uma fase do processo de decomposição de matéria orgânica em ambientes aquáticos). A partir daí eu conheci o papel que algumas espécies da ordem Trichoptera têm na decomposição”

Links de referência sobre o tema:

Créditos:

  • Apresentação: Camila Doretto e Rafael Silva;
  • Produção: Camila Doretto, Rafael Silva e Rosana Villar;
  • Roteiro: Camila Doretto;
  • Entrevistados: Christian Braga, Leonardo Lanna e Lucas Fiat;
  • Sound Design: Compasso Coolab;
  • Trilha original: Marcellus Meirelles e Alexandre Luppi;
  • Edição: Pedro Moura.

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