Em maio de 2014, o relatório “A Crise Silenciosa na Amazônia”, publicado pelo Greenpeace, revelou como madeireiros que operam na Amazônia Brasileira usam as falhas do sistema de controle para legalizar a entrada de madeira ilegal no mercado global. Um segundo relatório, “A Crise Silenciosa da Amazônia: Crime na Madrugada”, publicado em outubro de 2014, denunciou planos de manejo autorizados no estado do Pará, suspeitos de obterem documentação oficial de forma fraudulenta com o objetivo de esquentar madeira retirada de áreas sem autorização.

Um desses planos de manejo, administrado pela empresa Agropecuária Santa Efigênia Ltda., declarou níveis incrivelmente altos de ipê, uma das espécies mais valiosas de madeira da Amazônia. E mesmo após o alerta do Greenpeace, a madeira com a documentação deste plano de manejo foi comercializada durante mais de quatro meses.

Em fevereiro de 2015, o plano de manejo foi suspenso pelas autoridades do Pará. A Santa Efigênia também foi multada por apresentar informações falsas no sistema de controle da madeira. Porém, até o momento da suspensão do plano, mais de 43 mil metros cúbicos de madeira já haviam sido comercializados, incluindo cerca de 12 mil metros cúbicos de ipê, cujo valor poderia chegar a pelo menos U$ 7 milhões se a madeira fosse processada e exportada.

É o que demonstra o relatório “A crise silenciosa da Amazônia Licença para lavar madeira: Garantida”, que detalha a rede de comércio entre madeireiras como a Santa Efigênia, que agem fora da lei, e países importadores da União Europeia.

Desafiando suas obrigações de diligência e cuidado devido, diversos importadores da União Europeia (UE) e de outros continentes, cujas ligações com a cadeia de custódia da Agropecuária Santa Efigênia já haviam sido denunciadas pelo Greenpeace em outubro de 2014, continuaram comprando e comercializando madeira contaminada ou ilegal de serrarias do Pará ligadas a esse plano de manejo suspenso.

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