A empresa britânica não desistiu de buscar petróleo perto do ecossistema, esperando que o governo brasileiro abra uma nova frente de exploração na região

© Chris J Ratcliffe / Greenpeace

Em 2017, quando o Greenpeace começou a campanha em defesa dos Corais da Amazônia, nossos ativistas foram até a sede da BP, em Londres, para pressionar a empresa a desistir de explorar petróleo perto do ecossistema no Brasil. Desde então, a petrolífera esteve mais quieta, mas continuou trabalhando para manter seus ambiciosos planos © Chris J Ratcliffe / Greenpeace

Seis meses depois de termos comemorando a vitória dos Corais da Amazônia porque o Ibama disse um belo “não” para a petrolífera Total, trago más notícias. 🙁

A Total está fora de jogo, mas há uma outra empresa estrangeira que mantém seus planos gananciosos de lucrar com a exploração na costa Norte do Brasil: A petrolífera britânica BP.

Quando começamos a falar sobre a importância de defendermos os Corais da Amazônia da ameaça do petróleo, no começo de 2017, nós sabíamos que a BP estava tentando a licença para perfurar um bloco na região do recife. Mas nos últimos tempos, a empresa parecia quieta, sem mostrar pressa em seguir com os planos.

A verdade é que ela estava agindo em silêncio, trabalhando em seu Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para provar que extrair petróleo na região dos Corais da Amazônia não traz riscos. Só que nós já mostramos muitas vezes que isso não é verdade. Cientistas renomados estudaram a região e avaliaram que, em caso de derramamento, há um alto risco de o petróleo atingir e causar danos irreversíveis ao recife e à biodiversidade local.

A BP está só esperando um sinal verde do governo brasileiro para a abertura de novas frentes para explorar petróleo. Essa espera silenciosa nos preocupa porque pode colocar os interesses das empresas internacionais na frente da segurança do nosso meio ambiente e das pessoas.

A BP é uma velha conhecida quando o assunto é petróleo – e, principalmente, destruição. Foi essa a empresa responsável pela explosão da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, um dos piores desastres ambientais da história. Cerca de 4,9 milhões de barris de petróleo foram derramados no mar. A BP é também uma das campeãs de tentativas de lobby para influenciar governos a impedir ações que combatam as mudanças climáticas.

É esse o tipo de empresa que está prestes a atuar perto dos Corais da Amazônia. E nós sabemos porque precisamos proteger esse ecossistema. 

Desde 2017, mais de 2 milhões de pessoas se declararam defensoras dos Corais da Amazônia, aderindo ao nosso abaixo-assinado. Nossas vozes ecoaram e foram ouvidas. A Total saiu de cena, mas agora precisamos de novo nos unir e impedir que a BP estrague todo o trabalho que fizemos até agora protegendo a natureza.

É por isso que venho aqui com um pedido urgente: Temos que impedir que a BP siga seus planos antes que seja tarde demais. Não podemos deixar que a bacia da Foz do Amazonas, onde estão os Corais da Amazônia, sejam a próxima fronteira de petróleo, do contrário, vamos conviver com a ameaça iminente de um vazamento que poderá afetar as comunidades locais e os animais que vivem na região e dependem de um oceano saudável. Isso, claro, sem contar com a ameaça ao próprio recife, que foi revelado ao mundo apenas em 2016 e os cientistas mal tiveram tempo de estudar e entender.

Os Corais da Amazônia são um milagre da natureza e, mais uma vez, estamos diante da ameaça que a ganância das petrolíferas impõe ao meio ambiente.

Precisamos que você continue defendendo os Corais da Amazônia. Assine e compartilhe o abaixo-assinado. Proteja os oceanos, e toda a natureza.