No Dia Mundial da Vida Selvagem, vale a pena lembrar que proteger a biodiversidade é proteger também nossa própria existência

Tucano - Dia Internacional da Vida Selvagem
Proteger a nossa biodiversidade é essencial em um momento que milhares de espécies correm o risco de desaparecer © Markus Mauthe / Greenpeace

Hoje é Dia Mundial da Vida Selvagem, uma data criada pela ONU, para conscientizar as pessoas sobre a importância de preservar a biodiversidade – inclusive aquela que ainda não conhecemos. Porque, se você está vivo hoje e lendo este texto, é graças a incrível biodiversidade do planeta Terra, que permitiu que a humanidade pudesse prosperar nesta grande rocha pairando no espaço.

Pois não se engane, estamos todos conectados. Do menor inseto ao maior mamífero, do fungo mais imperceptível à árvore mais majestosa, todos têm um papel importante a desempenhar no equilíbrio que mantém a vida. Por isso, este ano, o tema da comemoração será  “Sustentando toda a vida na Terra”.  

“Essa rica diversidade e os bilhões de anos durante os quais seus inúmeros elementos interagem são exatamente o que tornou nosso planeta habitável para todas as criaturas vivas, incluindo os humanos. Historicamente, dependemos da constante interação e interligação entre todos os elementos da biosfera para todas as nossas necessidades: o ar que respiramos, os alimentos que ingerimos, a energia que usamos e os materiais de que precisamos para todos os fins”, ressalta o site oficial da ONU.

Mas, graças à ação humana, estamos levando espécies à extinção a um ritmo alarmante. Estudos mostram que o desaparecimento da biodiversidade global vem ocorrendo mil vezes mais rápido do que se acontecesse naturalmente e, atualmente, cerca de 1 milhão de espécies correm o risco de desaparecer para sempre, caso ações ambiciosas para conter os vetores de perda de biodiversidade não sejam colocadas em prática.

Atualmente, quase um quarto de todas as espécies do mundo, entre animais e vegetais, correm o risco de serem extintas nas próximas décadas, e seu desaparecimento aceleraria o desaparecimento de inúmeras outras, colocando em perigo também a nossa própria existência, de acordo com a ONU. 

SIM! Proteger a biodiversidade é proteger também a nossa própria vida – parece óbvio, eu sei. Mas se fosse tão óbvio não veríamos desmatadores avançando diariamente sobre a floresta, destruindo habitats importantes, plantas jamais catalogadas. Não veríamos empresas petroleiras atentando sobre ambientes submarinos únicos e insubstituíveis. Não veríamos governos inteiros incentivando a destruição, doa a quem doer.

Foi pensando nisso que o Greenpeace lançou este ano o projeto Protegendo o Desconhecido, para tratar das novas espécies e os fatores que colocam seus habitats em risco e também o Programa Tatiana de Carvalho de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade da Amazônia. Queremos que o mundo conheça a floresta e tudo o que está em jogo com sua destruição, e uma das formas de fazer isso é incentivando a ciência, a produção de pesquisa e de conhecimento.

A Amazônia, como toda a Terra, é um organismo vivo e complexo, de uma tecnologia que jamais poderemos igualar. A maior floresta tropical do mundo abriga cerca de 30 milhões de espécies animais, 2.500 espécies de árvores lenhosas e 30 mil espécies de plantas. E isso é só o que é conhecido pela ciência. Ao persistir no erro do desmatamento, estamos perdendo espécies que ainda nem conhecemos e a Amazônia se aproxima cada dia mais de um ponto de não retorno, onde a floresta pode se transformar em uma savana, levando à perda de serviços ambientais e biodiversidade. 

Precisamos conhecer e valorizar esta preciosidade que, por uma sorte do destino, tivemos a sorte de poder chamar de casa. NOSSA casa, pois apesar de estar sob nossa responsabilidade, este é um mega condomínio, habitado por milhares e milhares de moradores.