#Biodiversidade

Sem Floresta Sem Vida

Participe

Nossos ativistas protestam contra soja manchada com a destruição do Cerrado em porto da Alemanha

mostrar o navio pintado

O cultivo da soja é um dos grandes vilões das emissões de gases do efeito estufa. © Maria Feck / Greenpeace

Você sabia que a rota da soja pelos portos do mundo é acompanhada pela marca da destruição florestal e ameaça ao clima? Isso precisa ter fim. É por isso que ativistas do Greenpeace Alemanha realizaram um protesto pacífico nesta madrugada (domingo, 04/08), no porto de Brake. Eles pintaram “Crime Climático” no casco do navio cargueiro “Hiroshima Star”, que saiu do porto de Cotegipe, em Salvador, no Brasil, carregando soja contaminada com desmatamento. 

Os ativistas também exibiram banners com mensagens contra a destruição florestal e pelo clima no porto da cidade alemã.

De acordo com dados da Trase, 85% da soja que sai do porto de Cotegipe no Brasil e é exportada por navios como o Hiroshima Star vêm do Cerrado, região considerada a caixa d’água brasileira e lar de milhares de espécies animais e vegetais.  

“Mais de metade do Cerrado já foi destruído, principalmente por conta da agropecuária. As empresas precisam urgentemente parar com o desmatamento em suas cadeias, porque isso está causando a crise climática do planeta, destruindo o meio ambiente e ameaçando as comunidades que vivem na região”, afirma Rômulo Batista, da Campanha da Amazônia do Greenpeace Brasil. 

A ação do Greenpeace acontece enquanto o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) se reúne em Genebra, na Suíça, para debater sobre uso da terra e produção de alimentos. De acordo com o IPCC, questões relacionadas ao uso da terra, como desmatamento e agricultura industrial, são responsáveis por cerca de um quarto da emissão de gases do efeito estufa provocados pela ação humana. O cultivo em grande escala de soja, usada principalmente para ração animal, é um dos grandes vilões das emissões

Protestamos no porto de Brake, na Alemanha, contra a importação de soja brasileira contaminada com desmatamento. © Daniel Müller / Greenpeace

“Precisamos comer menos carne para aliviar a crise climática. O consumo de carne está impulsionando o desmatamento, a monocultura para ração animal e as emissões vindas das plantações industriais”, alerta Dirk Zimmerman, da Campanha de Agricultura Sustentável do Greenpeace Alemanha.

“O atual governo brasileiro vem dando provas de que não vai fazer nada para coibir a destruição da Amazônia e do Cerrado. Cabe então às empresas e aos governos de países que importam soja brasileira, mais do que nunca, exigir que esses grãos sejam livres de desmatamento”, diz Rômulo.

Precisamos reduzir o consumo mundial de carne pela metade até 2050, se quisermos limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius. Um relatório recente mostra que a produção de soja no Brasil mais do que quadruplicou nas duas últimas décadas, à medida que o consumo global de carne cresceu. A agricultura industrial é responsável por dois terços da destruição florestal na América do Sul.

Participe do abaixo-assinado