Neste 29 de agosto, lembramos os impactos devastadores das explosões nucleares.

Que a gente precisa de energia para sobreviver, isso é fato. Mas será que precisamos de uma fonte de energia cara, que gera lixo radioativo e pode causar acidentes graves, como o emblemático caso de Chernobyl? A resposta é clara: não!

O Greenpeace defende, desde seu surgimento, uma transição energética baseada no investimento em fontes 100% renováveis, como eólica e solar, combinadas à melhoria da eficiência energética. 

Conheça mais desta história a seguir.

© Greenpeace / Robert Keziere

A origem do Greenpeace

Em 15 de setembro de 1971, um grupo de ativistas subiu a bordo de um pequeno navio a fim de impedir a explosão de uma bomba nuclear. Ninguém, naquele pequeno grupo de 12 pessoas, poderia imaginar que essa viagem daria início a uma organização global que mudaria o mundo: ali nasceu o Greenpeace.

O objetivo do grupo era simples, mas ousado: chamar a atenção do mundo e mostrar que não era justo colocar vidas e o meio ambiente em risco em nome do desenvolvimento de armas nucleares.

A embarcação, infelizmente, não conseguiu impedir o teste, mas a viagem fez algo muito maior para a história do ativismo: mobilizou pessoas, ganhou repercussão internacional e mostrou que, por meio da ação não violenta, é possível desafiar governos e inspirar mudanças.

© Greenpeace / Steve Morgan

História do Greenpeace Brasil

No Brasil, a organização aterrissou em 1992, também marcada por um protesto pacífico contra a energia nuclear.

Usando 800 cruzes brancas fincadas ao chão, em homenagem às vítimas de Chernobyl, os voluntários e ativistas do Greenpeace protestaram em frente à torre da Usina Nuclear de Angra dos Reis (RJ), contra sua construção.

Em 1986, a Usina Nuclear de Angra sofreu um vazamento de água radioativa. A estimativa foi de que entre 20 e 25 mil litros de água contaminada vazaram da usina e podem ter exposto ao menos 50 mil pessoas à contaminação, segundo versões da época. 

As informações sobre o ocorrido nunca foram esclarecidas pelo governo, que, à época, estava sob a ditadura militar.

© Jérémie Jung / Greenpeace

Lembrar para não repetir

Tantos anos depois das nossas primeiras ações, o Greenpeace segue acreditando que, quando pessoas se unem para defender a vida, mudanças concretas são possíveis.

Continuamos denunciando atividades que envolvem testes nucleares, mas também a destruição das florestas, a crise climática, a poluição dos oceanos, a perda da biodiversidade e outras ameaças ambientais que afetam pessoas e territórios em todo o mundo.

Neste Dia Internacional Contra os Testes Nucleares, lembramos de onde viemos para reforçar por que seguimos lutando.

Junte-se a nós e à nossa história para que, nos próximos 50 anos, sigamos contando histórias inspiradoras como essas.

Sem a ajuda de pessoas como você, nosso trabalho não seria possível. O Greenpeace Brasil é uma organização independente - não aceitamos recursos de empresas, governos ou partidos políticos. Por favor, faça uma doação mensal hoje mesmo e nos ajude a ampliar nosso trabalho de pesquisa, monitoramento e denúncia de crimes ambientais. Clique abaixo e faça a diferença!