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Entenda os tipos de vegetarianismo e por que tirar a carne do prato faz bem para a sua saúde e a do planeta

A cada dia, mais pessoas reduzem ou tiram a carne do prato, pensando na saúde, no meio ambiente e nos animais. © Tuane Fernandes / Greenpeace

Se eu como ovo, sou vegetariana? Veganismo é dieta? “Ué, não come nem peixe”?! Socorro, são tantos os nomes dados a quem não come nenhum tipo de carne que a confusão está criada! Mas calma, estamos aqui para te ajudar.

Seja por motivos de saúde, pelo meio ambiente ou pelos animais, o número de pessoas tirando a carne do prato cresce a cada dia.Diante da grave crise provocada pela Covid-19, que nos forçou a ficar mais em casa este ano, muita gente precisou se virar na cozinha e viu aí uma oportunidade para experimentar receitas diferentes, com mais vegetais e menos carne. 

A pessoa vegetariana, de forma geral, não come nenhum tipo de carne. Nenhum mesmo – boi, porco, galinha, peixe… Eu costumo dizer: se andava, corria de mim ou gritava, é carne. Caso você esteja ingressando neste mundo cheio de sabores e cores agora, vem comigo que vou te explicar alguns dos tipos de vegetarianismo:

Tipos de vegetarianismo:

Ovolactovegetarianismo – as pessoas adeptas desta dieta ingerem ovos, leite e derivados. 

Lactovegetarianismo – é a turma que corta também os ovos da alimentação, mas inclui leite e derivados. 

Ovovegetarianismo – aqui é o contrário. Apenas ovos entram na dieta; leite e derivados, não. 

Vegetarianismo estrito – as pessoas que seguem o vegetarianismo estrito abrem mão de todo e qualquer tipo de produto de origem animal em sua alimentação. Portanto, além da carne, não comem ovos, laticínios e mel, por exemplo.

Veganismo – muito mais do que uma dieta, é um modo de vida que procura excluir toda e qualquer forma de exploração e crueldade contra animais, na alimentação, vestuário, cosméticos e outras formas de consumo. 

Eu tirei essas informações do site da Sociedade Vegetariana Brasileira que, aliás, tem vários conteúdos bacanas.

Cansadas da irresponsabilidade de empresas e governos (as maiores responsáveis por implementar as mudanças de que precisamos), muitas pessoas mudam seus hábitos alimentares como forma de enviar uma mensagem clara: elas não concordam com o atual modelo de produção alimentar

De fato, a expansão da agropecuária sobre as paisagens naturais do Brasil, como a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal, tem cobrado um preço alto demais para ser ignorado. Por isso, fica o convite para refletirmos juntos sobre os limites dessa produção quando pensamos na preservação das florestas, na manutenção do clima global, na transição para uma agricultura sem agrotóxicos e no bem-estar animal. 

Abandonar aquela picanha e ser saudável são coisas diferentes 

Eu sempre digo que comer é um ato político porque, em primeiro lugar: se você pode decidir o que colocar em seu prato, você está em uma posição privilegiada em comparação a milhões de pessoas no Brasil. Por isso, é tão importante lutarmos pela segurança alimentar de toda a população, olhando especialmente para as mulheres negras, ainda mais vulneráveis. Comer direito deve ser direito de todas, não privilégio de poucas. 

Comida de verdade deve ser direito de todas as pessoas. © Tuane Fernandes / Greenpeace

Em segundo lugar, ter uma alimentação saudável envolve uma série de escolhas. Reduzir ou parar de comer carne é uma delas e não significa, necessariamente, ter uma dieta equilibrada. A orientação valiosa é: consuma alimentos naturais, evitando processados e enlatados — a boa e gostosa comida de verdade, caseira.

Quanto mais colorido for seu prato, com comida simples e fresca, maior a chance de você obter os nutrientes que precisa. De quebra, ainda derruba o mito de que ser vegetariano é caro. O tradicional prato brasileiro de arroz, feijão e salada está aí para provar (e ser provado).

Outra escolha que vai fazer diferença para sua saúde e a do planeta é comer comida sem agrotóxicos. É aí que entram em cena a agroecologia e a agricultura familiar. Grande parte dos pequenos produtores não usa veneno em sua produção e mantém relações mais justas de produção e comercialização, assegurando mais saúde e bem-estar para quem planta e para quem come. A agricultura familiar agroecológica tem papel essencial no combate à fome, na promoção da saúde, na preservação ambiental e na justiça social. 

O arroz com feijão, mistura típica brasileira, nos garante nutrientes essenciais para uma alimentação saudável. © Kevin McElvaney / Greenpeace

Hora das dicas

Se você está planejando mudar sua alimentação para melhor, reduzindo o consumo de carne e se energizando com alimentos frescos e saudáveis, tenho duas dicas: a primeira é acompanhar as receitas publicadas todas as segundas-feiras de manhã nas redes sociais do Greenpeace (Instagram, Facebook e Twitter). Já há alguns anos, participamos da campanha #SegundaSemCarne, que nos convida a mudar hábitos de um jeito muito prazeroso. Outras receitas incríveis, elaboradas por chefs e influenciadores, estão disponíveis gratuitamente no “Quarentena sem carne”, publicado há alguns meses.

A segunda dica é conferir a lista da agricultura familiar que organizamos, com contatos de produtores agroecológicos em diversas cidades brasileiras. Assim, você pode falar diretamente com quem literalmente planta a semente da boa alimentação. 

Eu já contei nesse outro texto como foi meu processo de, aos 17 anos de idade, tirar a carne do prato — lá se vão duas décadas. Agora é a sua vez: você já aderiu a alguma forma de vegetarianismo, comendo comida gostosa e saudável? Escreva nos comentários.