Justiça Climática

Burning Earth Action in Budapest. © Bence Jardany / Greenpeace
© Bence Jardany / Greenpeace

A crise climática já chegou para todos, mas nem todos a sentem da mesma maneira. Se chove, é a quebrada que alaga. É nas periferias também que os deslizamentos de terra impactam ainda mais a vida das pessoas. Não há como negar, como em qualquer crise numa sociedade desigual, suas consequências agravam as diferenças e as dificuldades para as populações que já têm seus direitos fundamentais ameaçados. E é neste contexto em que se baseia a discussão de Justiça Climática, ou seja, trazer a questão das desigualdades e a voz das populações mais vulnerabilizadas pelas mudanças climáticas para o centro do debate.

Os impactos do aquecimento do planeta, impulsionado principalmente pela ação humana, nunca estiveram tão evidentes. Somente em 2021, registramos ondas de calor extremo, incêndios florestais, tempestades, enchentes e secas severas em diferentes países do mundo. 

Quem são esses grupos que, além de serem os que menos contribuem com a piora da crise climática,  pagam o preço mais alto? Estamos falando principalmente de pessoas negras, indígenas, de comunidades tradicionais ou periféricas, quilombolas, mulheres, imigrantes e a comunidade LGBTQI+, que já sofrem preconceitos e privações históricas, e todos aqueles que estão expostos a situações como escassez de água, alimento, ausência de direitos relacionados ao reconhecimento de seu território, falta de condições dignas de moradia e saneamento básico. 

Monitoramento de Queimadas na Amazônia em Julho de 2021. Coluna de fogo avança sobre floresta degradada em Porto Velho, Rondônia. © Christian Braga / Greenpeace

No norte do Brasil, vimos comunidades ribeirinhas e periféricas gravemente impactadas por inundações sem precedentes e, em meio à crise econômica e à pandemia, enfrentarem inúmeras dificuldades para sobreviver. No centro-sul, com a marca dos reservatórios das hidrelétricas batendo o menor nível em 91 anos, e o acionamento das termelétricas, a alta da tarifa de energia forçou muita gente a ter de escolher entre comer ou pagar a conta de luz. 

Experimente colocar uma lente de aumento e entender essa equação pela perspectiva das evidências. Segundo um relatório recente da Anistia Internacional, de 1990 a 2015, os 10% mais ricos da população mundial foram responsáveis por mais da metade das emissões de carbono, enquanto os 50% mais pobres foram responsáveis por apenas 7%. 

É urgente que haja ações imediatas para frear as mudanças climáticas, e para criar melhores condições para que as populações em situação de vulnerabilidade enfrentem essa crise, que já é uma realidade. As pequenas medidas diárias são necessárias, mas colocar pressão coletiva sobre nossos representantes e líderes mundiais também é fundamental! 

São necessárias desde medidas de redução das emissões, como o fim do desmatamento e o investimento em energias renováveis e justas, ao apoio àqueles que já são mais impactados.

Quer entender melhor? Quem dá a letra é a Amanda Costa, 24 anos, mulher, preta, periférica, internacionalista e ativista, como ela mesma se apresenta, e criadora do Perifa Sustentável, uma iniciativa que mostra que as mudanças climáticas são um problema que diz respeito a todos.

Pedimos por justiça social e respeito a todas as formas de vida!

Queremos justiça climática!

6 COISAS QUE VOCÊ PODE FAZER PARA SE MOBILIZAR POR JUSTIÇA CLIMÁTICA

1 ASSINE A PETIÇÃO “CHEGA DE PAGAR O PREÇO DA CRISE CLIMÁTICA”

As milhares de pessoas afetadas pela cheia recorde do Rio Negro, na região Norte do país, assim como as populações que sofrem os impactos da crise hídrica no Centro-Sul, são exemplos de como as consequências da crise do clima já são realidade.

Falar sobre mudanças climáticas hoje vai além de alertar sobre efeitos devastadores de um planeta mais quente. É olhar para aqueles que sofrem constantemente com enchentes, deslizamentos, tempestades e secas e cobrar ações do poder público para que reconheça a crise climática, o preço da desigualdade e promova ações que garantam uma vida digna a todos.

e fortaleça o coro em defesa de uma economia que respeite os limites da natureza
e de uma realidade justa para todes.

2 DEFENDA O FIM DO DESMATAMENTO

No Brasil, a maior parte das emissões de gases de efeito estufa são provenientes do desmatamento e queimadas. Além disso, a Amazônia ajuda a regular o ciclo de chuvas no país. Isso porque, com a transpiração das árvores, são criadas nuvens de chuvas que carregam 20 bilhões de toneladas de água por dia para outras regiões do país – os chamados rios voadores, interferindo diretamente no regime de chuvas dessas áreas.

Sem floresta, corremos risco ainda maiores de crises hídricas cada vez mais severas, a exemplo da escassez de água que atinge a região Centro-Sul.  É preciso apoiar organizações ambientais que protegem a Amazônia, assim como pressionar o Congresso Nacional contra projetos que favorecem garimpeiros, madeireiros e grileiros que invadem e destroem nossas florestas. !

3 COMPARTILHE NOSSOS CONTEÚDOS

Divulgar textos, fotos e vídeos que falem sobre a crise climática nas suas redes é uma forma de alertar  e convidar as pessoas que te seguem e te acompanham para conversar e tirar dúvidas com você sobre a crise climática e como ela não só afeta a todos, mas principalmente as populações em situação de vulnerabilidade.

Compartilhando nossos materiais, você ajuda a espalhar essa mensagem para que o maior número de pessoas possível também conheça essa realidade de perto. Mais do que isso, permite que possam se juntar a nós para transformá-la! 

4 TORNE-SE UM VOLUNTÁRIO OU VOLUNTÁRIA

Você pode também experimentar novas formas de se engajar diretamente no combate à crise climática. 

Tornando-se um voluntário ou voluntária do Greenpeace você se conecta com pessoas com interesses comuns, pode produzir eventos virtuais, fortalecer campanhas, atividades na internet e nas ruas (quando isso se tornar possível novamente).

Para fazer parte da nossa rede de voluntariado é só entrar no Conexão Verde, realizar o treinamento de boas-vindas, se conectar com outros ativistas ao redor do Brasil e participar das discussões e mobilizações. A quem se interessar exclusivamente sobre a temática das mudanças climáticas, também é possível participar do grupo de interesse de Clima no Conexão Verde.

@greenpeacebrasil

A Ana Clis, idealizadora do Raízes e voluntária do Greenpeace, explica pra gente o que é preciso para nos mobilizarmos por justiça climática! #ativismoambiental #greenpeacebrasil

♬ som original – Greenpeace Brasil

5 APOIE PROJETOS E PESSOAS QUE LUTAM PELA JUSTIÇA CLIMÁTICA

Além de reconhecer a emergência climática que vivemos, você também pode apoiar projetos e pessoas que atuam nessa frente! Em tempos de negacionismo, isso também passa por acompanhar políticos que defendem ações de mitigação da crise do clima e acreditam na ciência e cobrar os que não o fazem.

Você também pode contribuir financeiramente para a continuidade do trabalho do Greenpeace! Ao se tornar um doador, você nos ajuda na continuidade do nosso trabalho de pesquisa, investigação e denúncia de crimes ambientais, além de apoiar nossa busca por um mundo mais verde, justo e pacífico.

Somos uma organização independente e não aceitamos nenhum dinheiro de empresas, partidos políticos ou de governos. Aceitamos contribuições apenas de pessoas físicas como você.

6 CONVERSE COM A CLIMALINA E DIVULGUE NOSSA ATIVISTA VIRTUAL

Está no ar a Climalina, ativista virtual do Greenpeace para esclarecer suas dúvidas e mobilizar as pessoas pelas ações contra a crise climática. Desenvolvida em inteligência artificial, ela irá te ajudar a saber mais sobre Justiça Climática e engajar seus amigos e colegas na discussão sobre o tema. Venha conversar com a gente! Este é um jeito fácil e divertido pensado para você tirar todas suas dúvidas sobre mudanças climáticas por WhatsApp!

✅ Ao clicar no botão acima, você autoriza o Greenpeace a enviar mensagens para seu número de WhatsApp

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