Nós te contamos algumas curiosidades para que você conheça um pouquinho mais da nossa trajetória

O Dia Mundial dos Corais da Amazônia é celebrado neste 28 de janeiro. Entre 2017 e 2018, recolhemos milhares de assinaturas contra a exploração de petróleo na região (Foto: Marizilda Cruppe/Greenpeace)

Que o Greenpeace Brasil atua em defesa do meio ambiente não é segredo para ninguém. Mas, ao longo de todos esses anos, foram muitas as lutas e conquistas que devem ser relembradas.

Nós separamos algumas curiosidades e informações interessantes para que você possa conhecer ainda mais a nossa história e, quem sabe, se somar a ela. Vem com a gente!

1) Em 2022, completamos 30 anos!

O Greenpeace Brasil nasceu em 1992, ano em que aconteceu a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, no Rio de Janeiro.

Nossa primeira ação, ocorrida em 26 de abril daquele ano, foi um protesto de voluntários e ativistas contra a Usina Nuclear de Angra dos Reis.

A primeira ação do Greenpeace no Brasil foi contra a energia nuclear, em 1992, na frente da usina de Angra. (Foto: Steve Morgan/Greenpeace)

Na ocasião, também homenageamos os mortos na tragédia de Chernobyl, acidente nuclear que aconteceu exatamente na mesma data em 1986. Desde então, nos multiplicamos em defesa de uma nova forma de se relacionar com o meio ambiente!

2) Somos uma organização independente e brasileira

A atuação do Greenpeace Brasil acontece em nível nacional e é protagonizada por ativistas e voluntários brasileiros. A independência política e econômica é um pilar central da organização, que guia nosso ativismo aqui e em outros lugares do mundo.

Nossa autonomia financeira é o que nos garante liberdade de posicionamento e expressão, e por isso recebemos doações somente de pessoas físicas. Estamos comprometidos apenas com os interesses da sociedade civil, com a dignidade da vida humana e, principalmente, com a luta por um mundo mais verde e por uma relação de harmonia e respeito com a natureza.

3) Contamos com equipes em três cidades do país

Há três décadas lutamos contra projetos e setores que ameaçam o meio ambiente e as comunidades tradicionais. Para isso, contamos com equipes em três cidades brasileiras que nos permitem atuar de forma efetiva.

Estamos presentes em Manaus, no coração da Amazônia, onde podemos monitorar de perto o desmatamento e denunciar ações ilegais registradas no território, ao lado dos povos da floresta.

Em Brasília, acompanhamos e incidimos contra decisões e projetos políticos que ameaçam o meio ambiente. Já a sede do Greenpeace Brasil fica em São Paulo, onde nosso escritório conta com apoio técnico para ações, mobilizações, pesquisas, comunicação e distribuição de conteúdo para todo país.

Além disso, nosso ativismo também se faz na rua com nossos voluntários e voluntárias, que estão em mais de 20 cidades brasileiras!

Voluntários e voluntárias de várias cidades protestam contra a indústria do petróleo (Mateus Marques/Greenpeace)

4) Lutamos pelo fim da exploração de mogno

Entre o fim dos anos 90 e início dos anos 2000, nos dedicamos a uma grande campanha contra a exploração indiscriminada de mogno, espécie ameaçada de extinção e uma das madeiras mais nobres da Amazônia.

Em 2001, veio uma decisão histórica e a primeira vitória da mobilização quando a Convenção da ONU que regulamenta o comércio internacional de espécies ameaçadas de extinção incluiu o mogno como uma espécie cuja exploração deva ser feita de forma legal e comprovadamente sustentável.

Dois anos depois, em 2003, o Brasil determinou, por meio de decreto, que a exploração de mogno só poderia ser feita por meio de Planos de Manejo Florestal Sustentável adequados às exigências da ONU.

5) Ajudamos a mobilizar um milhão de pessoas pelo Tapajós

Ao lado do povo Munduruku, lutamos contra a construção da Usina Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós em seu território. A campanha global pedindo para que o Tapajós continuasse vivo, assim como toda forma de vida à sua volta, alcançou um milhão de assinaturas! A licitação foi arquivada em 2016 após grande pressão da sociedade civil.

Lideranças Munduruku em manifestação contra a construção da Usina Hidrelétrica de Tapajós, em 2016 (Foto: Rogério Assis/Greenpeace)

6) Defendemos os Corais da Amazônia

Em 2017, fizemos uma expedição à bacia da foz do Rio Amazonas para registrar a grande diversidade do recife dos Corais da Amazônia, até então desconhecida. Em seguida, iniciamos uma grande campanha para frear a atividade petrolífera na região, que colocava em risco a biodiversidade local.

Foram dois anos de intensa mobilização, na qual mais de 2 milhões de pessoas ao redor do mundo assinaram um abaixo-assinado se declarando contra a exploração de petróleo. No fim de 2018, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) anunciou a rejeição definitiva da licença ambiental para que a petrolífera Total atuasse na região. Uma grande vitória para protegermos um ecossistema tão rico!

Ação do Greenpeace Brasil para a campanha Defenda os Corais da Amazônia, que barrou a exploração de petróleo na região (Foto: Fernanda Libague/Greenpeace)

7) Também estamos presentes nas escolas

Você sabia que o Greenpeace Brasil também está dentro das salas de aula? Isso é possível graças ao Projeto Escola, nossa frente educacional. Acreditamos que a educação é libertadora e que por meio do conhecimento é possível transformar o mundo à nossa volta.

E é com base nesta abordagem que o Greenpeace e nosso voluntariado em todas as regiões do Brasil leva educação socioambiental para as instituições de ensino. Saiba mais aqui.