Em um porto amazônico, diversos barcos de madeira estão ancorados próximos a um grande navio de carga ao fundo. As construções coloridas às margens do rio compõem a paisagem urbana ribeirinha. Em primeiro plano, uma mulher observa o movimento de dentro de um dos barcos. A cena retrata o cotidiano das comunidades que vivem e trabalham às margens da água.

Uma trajetória construída por povos ribeirinhos, pesqueiros, indígenas e quilombolas que há mais de 15 anos defendem o litoral amazônico do avanço do petróleo

A gente se orgulha e faz questão de relembrar alguns dos momentos que marcaram essa resistência coletiva, feita por comunidades, ribeirinhas, pesqueiras, indígenas e quilombolas que vivem e protegem o litoral amazônico.

Três mergulhadores equipados com cilindros de ar e máscaras seguram um banner verde debaixo d’água. A mensagem no tecido diz “Lula: abra os olhos. Salve o clima. Greenpeace.” À frente deles, corais aparecem no fundo do mar. A cena registra um protesto submarino em defesa do clima e da proteção dos oceanos.
© Greenpeace

2009 — Nossos ativistas instalaram uma placa flutuante em Abrolhos (BA) com o recado: “Lula, abra os olhos. Salve o clima.” A ação denunciava o risco da exploração de óleo e gás no entorno do Parque Marinho e cobrou a criação de uma Zona de Amortecimento de 95 mil km².

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Vista aérea de uma grande mancha de óleo escuro espalhada sobre a superfície do mar. Ao lado da área poluída, um barco vermelho conduz um imenso banner amarelo com a mensagem “Deixe as fontes fósseis no chão – Keep fossil fuels in the ground”. A cena evidencia a gravidade de um derramamento de petróleo e o chamado urgente por justiça climática.
© Greenpeace

2015 — Um banner no Encontro das Águas, em Manaus, marcou a mobilização contra a exploração de petróleo na Amazônia. A pressão das organizações e das comunidades ajudou a retirar os blocos da região do leilão da ANP — Agência Nacional de Petróleo e Gás.

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Dois peixes nadam acima de uma área de fundo marinho azulada, composta por areia fina e manchas de algas e corais. A paisagem subaquática revela formas de vida típicas de recifes profundos, com vegetação marinha dispersa e rochas cobertas por organismos coloridos. A cena destaca a diversidade e a delicadeza dos ecossistemas submersos.
© Greenpeace

2017 – Ao lado de pesquisadores e lideranças locais, realizamos uma expedição na Foz do Amazonas que revelou ao mundo as primeiras imagens do Grande Sistema de Recifes do Amazonas — um ecossistema que faz parte da vida marinha e dos modos de viver das comunidades costeiras.

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João Laet /Greenpeace

2018 — Lançamos uma campanha que reuniu mais de 2 milhões de pessoas e fortaleceu a voz de quem vive do mar e do rio. No mesmo ano, as autoridades brasileiras cancelaram a rodada de licitações para os blocos de petróleo na Foz do Amazonas. 

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Dois ativistas do Greenpeace vestindo camisetas pretas com a frase “Brasil manchado de óleo” participam de um protesto em frente ao Palácio do Planalto. Eles estão ao lado de cercas queimadas, um tambor preto marcado como “petróleo” e uma motosserra cenográfica. À frente, um cartaz amarelo diz “Um governo contra o meio ambiente”. Manchas escuras simulando óleo espalham-se pelo chão, simbolizando destruição e descaso ambiental.

2019 — Durante a crise do derramamento de óleo no Nordeste e do avanço do desmonte ambiental, realizamos um protesto pacífico em frente ao Palácio do Planalto para denunciar a falta de ação do governo. Levamos simbolicamente o óleo e a destruição da Amazônia para cobrar respostas, enquanto voluntários e comunidades realizavam sozinhos a limpeza das praias atingidas.

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Lucas Landau / Greenpeace

2023 — Lançamos a campanha “O petróleo é o nosso passado” e a petição #PetróleoNaAmazôniaNão, ampliando o chamado por uma transição energética justa e o fim da dependência dos combustíveis fósseis.

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O veleiro Witness navega em águas turvas sob um céu parcialmente nublado. A embarcação exibe na lateral um grande banner amarelo com os dizeres “Expedição Costa Amazônica Viva”. Algumas pessoas estão a bordo, observando a paisagem ao redor. A cena marca o deslocamento do barco durante a expedição científica e de monitoramento ambiental.

2024 — Em maio iniciamos a Expedição Costa Amazônica Viva, da qual lançamos derivadores para mapear o comportamento das correntes na Foz do Amazonas. Os dados mostraram que um possível derramamento de óleo poderia alcançar rapidamente o Amapá, o Pará e países vizinhos, evidenciando o risco transfronteiriço da exploração. A pesquisa reforçou a urgência de proteger ecossistemas sensíveis e as comunidades costeiras ameaçadas pela expansão do petróleo na região.

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2024 — Realizamos oficinas em comunidades ribeirinhas e quilombolas da Foz do Amazonas, fortalecendo suas vozes diante dos impactos já sentidos no território. Lançamos a cartilha “Onde essa maré vai dar?” e compartilhamos estudos que mostram como essas comunidades podem ser ameaçadas por um possível derramamento de óleo em decorrência da exploração de petróleo na região. Cada encontro reforçou a resistência e o desejo de proteção do território.

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2025 —  Às vésperas da COP30, o Ibama liberou a perfuração de petróleo na Foz do Amazonas, contradizendo o discurso climático do país. Denunciamos o risco para recifes, manguezais e comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e tradicionais, alertando que abrir novos poços em plena emergência climática ameaça ecossistemas sensíveis e intensifica injustiças socioambientais.

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Hoje, mais de 200 mil vozes se somam à luta. Ao lado de organizações e redes dos movimentos ribeirinhos, indígenas e quilombolas. São mais de 15 anos de resistência coletiva. E não vamos acuar.

Podemos contar contigo para seguir nessa luta, junto das comunidades que protegem o território e o futuro?

Assine a petição, Petróleo na Amazônia, não

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